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Água do rio Tietê fica verde em trecho de 100 km no interior paulista

19/03/2026

A água do rio Tietê ficou verde nos últimos dias numa faixa de cerca de cem quilômetros em municípios do interior paulista. O quadro ocorre quando chuvas e altas temperaturas favorecem a proliferação de algas, segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
A cor verde começou a ser notada na segunda-feira (16) por moradores de cidades como Adolfo, Buritama, Sales e Novo Horizonte e está mais forte nesta quarta-feira (18).
Além da mudança na coloração, moradores relatam mortes de peixes, mau cheiro e aumento da densidade da água.
O verde da água e a formação de "nata" estão, conforme a agência ambiental paulista, associados à eutrofização, fenômeno apontado como comum para esta época do ano, quando as altas temperaturas aliadas às chuvas frequentes favorecem o aumento de algas.
O cenário não é inédito no Tietê —inclusive, ocorreu também no mês passado— nem em outros corpos d’água em São Paulo. Em setembro de 2024, por exemplo, o lago do Ibirapuera, na capital, ficou com a água verde.
No ano passado, o fenômeno do esverdeamento do Tietê foi debatido no Fórum de Integração das Ações de Recuperação do Rio Tietê, que entendeu ser necessário um plano de ações de curto, médio e longo prazos.
Técnicos afirmam que, com o aquecimento global, a eutrofização tem sido mais intensa e frequente.
A Cetesb afirmou nesta quarta-feira que mantém monitoramento e fiscalização na região, feitos pelo GFI-Tietê (Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê), coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
Ainda de acordo a Cetesb, outros órgãos, como Fundação Florestal e SP Águas, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Polícia Militar Ambiental e comitês de bacias hidrográficas e de prefeituras participam do grupo.
"Desde o início do ano passado, foram realizadas 296 inspeções, com mais de R$ 9,4 milhões em penalidades. O acompanhamento inclui seis estações automáticas, com cerca de R$ 3 milhões investidos desde 2023, 27 pontos de amostragem no rio Tietê, além do monitoramento de 30 afluentes e da carga orgânica na barragem Edgar de Souza", disse a Cetesb.

Fonte: Folha de S. Paulo

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