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Megatsunami no Alasca em 2025 foi o 2º maior já registrado e teve onda mais alta que o Empire State

07/05/2026

O Tracy Arm Fjord, no sudeste do Alasca, dentro da Floresta Nacional Tongass, oferece uma paisagem majestosa, com uma estreita entrada de mar cercada por imponentes paredões de granito, cachoeiras e geleiras.
Em uma manhã do ano passado, ele também foi palco de um poderoso deslizamento de terra que provocou um enorme tsunami.
Pesquisadores determinaram agora que o tsunami de 10 de agosto de 2025 foi o segundo maior já registrado, com uma onda que chegou a 481 metros de altura — mais alta do que o Empire State Building, em Nova York.
O tsunami avançou pelo fiorde (um enorme vale rochoso inundado pelo mar), arrancando violentamente a vegetação dos paredões rochosos íngremes.
O fiorde é um destino turístico popular, mas, como o tsunami ocorreu às 5h30, não havia navios de cruzeiro nem outras embarcações na via, e ninguém ficou ferido.
Os pesquisadores afirmaram que o deslizamento foi provocado pela mudança climática. A geleira que sustentava a montanha havia recuado em meio ao aumento das temperaturas, deixando a rocha sem apoio.
"O fato de o deslizamento ter ocorrido tão cedo pela manhã foi inacreditavelmente sortudo. Da próxima vez — e haverá uma próxima vez — podemos não ter tanta sorte", disse o geomorfólogo Dan Shugar, da Universidade de Calgary, autor principal do estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science.
Locais como esse têm estado na linha de frente dos impactos da mudança climática.
Não havia fotografias ou gravações em vídeo do tsunami, por isso os cientistas reconstruíram os eventos a partir de fotos aéreas tiradas posteriormente, dados de satélite e sísmicos, trabalho de campo no local e relatos de pessoas que estavam nas proximidades na hora.
O Tracy Arm, a cerca de 80 km ao sul de Juneau, capital do Alasca, tem aproximadamente 40 km de comprimento e 1 km de largura, cercado por paredões com mais de 1.000 metros de altura.
Os pesquisadores determinaram a altura da onda medindo o ponto até onde a vegetação foi arrancada, deixando cicatrizes marcantes nos paredões.
A onda atingiu tamanha altura porque o imenso volume de água deslocado pela rocha do deslizamento foi comprimido em um espaço confinado.
"A vegetação arrasada, como uma marca de banheira ao redor do fiorde, é provavelmente a diferença mais impressionante na aparência do fiorde hoje em comparação com o ano passado, a menos que você estivesse mergulhando e pudesse ver o enorme depósito (de rocha) no fundo do oceano", disse Shugar.
"A vegetação arrancada forma basicamente uma linha muito nítida, abaixo da qual há apenas rocha, sedimento e alguns tocos de árvores, e acima da qual há floresta virgem, intacta como estava em 9 de agosto, antes do tsunami. Como dois mundos diferentes", afirmou Shugar.
Cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha desabaram em aproximadamente um minuto. Isso equivale a 24 vezes o volume da Grande Pirâmide de Gizé, segundo o geofísico Stephen Hicks, do University College London e coautor do estudo.
"Esse colapso desencadeou uma onda sísmica observada em todo o planeta", disse Hicks.

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