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Achados arqueológicos da região do Cais do Valongo são expostos pela primeira vez ao público

01/12/2022

Durante as obras do Porto Maravilha, a partir de 2011, foram encontrados mais de 1,2 milhão de itens com interesse arqueológico dos quais 262 mil estavam na região do Cais do Valongo. A partir desta quarta-feira (30) o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, expõe ao público, pela primeira vez, uma pequena, porém significativa parte deste acervo que conta um pouco da herança cultural deixada pelos primeiros africanos escravizados que chegaram ao Rio de Janeiro. A exposição “Achados do Valongo” vai ocupar a sala José da Paixão e conta com 180 peças como cachimbos de barro, materiais de cobre, âmbar, corais e miniaturas de uso ritual, adornos feitos com búzios, anéis de piaçava, figas de osso e madeira, cerâmicas, pedras e peças em vidro.
— Aguardamos essa mostra há 11 anos, ela é muito importante porque traz com esses objetos o legado do modo do povo preto se posicionar na vida e da sua religiosidade para a história do Rio e do Brasil. Ficamos muito felizes pois é uma exposição que tem uma relação grande com o espaço do Muhcab — disse Leandro Santanna, diretor geral da instituição localizada na região conhecida como Pequena África que tem como marco zero o Cais do Valongo, descoberto na fase inicial do Porto Maravilha e por onde passaram cerca de 700 mil africanos escravizados entre os anos de 1790 e 1831.
As peças, que serão expostas no Muhcab por pelo menos um ano, fazem parte do acervo do Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (LAAU) da prefeitura do Rio. Uma parte delas estava guardada no próprio laboratório e parte cedida para pesquisas do Departamento de Arqueologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UERJ para pesquisas.
— O acervo coletado na região do Porto Maravilha é muito grande e está sendo tratado e conservado nessas instituições. Essa é a primeira vez que estamos tendo a oportunidade de expor uma parte das peças que contam a história do povo africano no Rio. São objetos ligados ao sagrado e à vida cotidiana. Peças pequenas, mas de grande significado — disse Laura Di Blasi, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).
A curadoria da exposição ficou a cargo de pesquisadores da UERJ e do Museu Nacional com patrocínio do Instituto Moreira Salles (IMS) e do Instituto D’Orbigny com supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ela será integrada à exposição permanente do Muhcab “Protagonismos - Memória orgulho e identidade”.
A exposição “Achados do Valongo” chega no momento em que Muhcab completa um ano de atividade ininterrupta como museu. O local recebeu nesta terça-feira (29) a escritora norte-americana Saidiya Hartman, que veio ao Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). As atrizes Zezé Motta e Viola Davis, vencedora do oscar de melhor atriz coadjuvante em 2017, também visitaram o museu.

Fonte: O Globo

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