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Após denúncias, polícia ambiental interrompe corte de árvores em terreno na Gávea

18/10/2018

Após o recebimento de seis denúncias anônimas, agentes do Comando de Polícia Ambiental do Rio interromperam o corte de árvores em um terreno particular na Gávea na manhã desta quarta-feira. O desmatamento de 37 árvores para a construção de um casarão de três andares, autorizado pela prefeitura, é motivo de revolta por parte de moradores. Eles consideram que a área, ocupada por animais silvestres e mata nativa, deveria ser local de preservação ambiental. Inspetores da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) compareceram ao local e pediram ao proprietário do terreno que se dirigisse à especializada para prestar esclarecimentos.
O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, titular da DPMA, afirmou que uma análise inicial constatou que a documentação está em ordem e que as árvores derrubadas foram autorizadas.
Indignados com a falta de informação sobre o desmatamento com uso de motosserras, que começou na última segunda-feira e já atingiu 28 árvores, um grupo de moradores da Gávea organizou uma petição online e organiza um protesto no local para este domingo. O manifesto virtual já reúne mais de 2600 assinaturas de moradores, que desejam que o lote em questão torne-se uma espécie de horta ou pomar urbano e que o meio ambiente seja preservado.
— Fomos surpreendidos com esse desmatamento. Em dois dias abriram um clarão na mata. Esse era um bolsão de oxigênio e verde no meio da Gávea. Não poderia ter sido destruído — contou com pesar uma moradora que não quis se identificar.
Moradora da região há 30 anos, a atriz Cissa Guimarães considera a derrubada das árvores “falta de consciência ecológica, cidadã e coletiva”.
— É uma área verde numa cidade urbana, onde a poluição compromete as vias respiratórias das pessoas. Cada árvore que cai é um pouco da minha alegria que se vai. Fico triste e choro por ver a natureza sendo destruída pelo mercado imobiliário. Sei que a prefeitura concedeu a licença. Mas sinto pena dessa escolha.
O proprietário do terreno, Ricardo Salim, diz que pagará uma taxa de cerca de R$ 100 mil à prefeitura para que sejam replantadas 362 mudas da mata atlântica na cidade do Rio como medida compensatória.
— Se fosse uma reserva ambiental, eu estaria abraçado à causa, sou a favor do verde, da preservação, mas também quero um lugar para morar. Esse terreno é próprio, foi comprado pela minha avó há 60 anos. Todo mundo que mora aqui destruiu árvores, estamos compensando — disse Salim.
O engenheiro florestal Alberto de Carvalho, que também mora na rua da Acácias, argumentou, no entanto, que a compensação não minimiza o impacto ecológico e a relação afetiva que a comunidade nutre pela área verde.
— Toda a vegetação ali preservada cumpre um papel de diminuição da erosão e conservação do solo, além do auxílio no escoamento das águas das chuvas, evitando enchentes como num efeito esponja. Nós nos sentimos roubados, porque perdemos uma referência – desabafou Alberto, acrescentando: - Quando retiramos árvores diminuímos a biodiversidade. Sem contar os animais. Na minha casa vai macaco, jacu, gambá, tucano, mico... E a passagem deles é por essa mata. Outro fator é que, com a diminuição do verde, as residências ao lado perdem sombra, e isso faz com que a temperatura local aumente.

Fonte: O Globo

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