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Fiscal da natureza, uma atividade em alta nas ruas do Rio

26/09/2017

Eles são uma espécie de irmandade que cresce à sombra das árvores encontradas pelas ruas do Rio. E o objetivo comum é tornar a cidade mais verde e florida. A primavera é a estação preferida de uma turma de porteiros e moradores que dedica, semanalmente, horas do seu tempo para plantar e regar nas calçadas. Em troca, recebem os frutos da natureza e também elogios da população. Em Ipanema, por exemplo, o resultado do esforço do grupo salta aos olhos. A Rua Alberto de Campos é um dos locais do bairro que virou um jardim de orquídeas.
— Moradores aqui do prédio ganham ou compram orquídeas e, quando as flores caem, me dão as plantas. Transformei o canteiro da rua no meu pequeno jardim — conta o porteiro José Hélio Santos, que há três anos amarra as orquídeas numa árvore, agora enfeitada com flores brancas, amarelas e violetas.
Na Rua Barão da Torre, as calçadas também começaram a ganhar cores vivas. Assim como José Hélio, o porteiro Lucas Teteo é paraibano e fez do trecho em frente ao edifício em que trabalha o seu jardim. Pelo segundo ano consecutivo, as orquídeas de Teteo florescem na primavera.
— Sou de Jacaraú, no interior da Paraíba. Fui criado na roça. Lá, lidava com a terra — diz o porteiro, mostrando sua experiência. — Já até me chamaram para trabalhar como jardineiro por causa das orquídeas que plantei aqui — conta, com orgulho.
Na Praça Raul Guedes, no bairro da Urca, a natureza também tem uma boa rede de aliados. Nascido também na Paraíba, João Batista é porteiro no local e se destaca por estar sempre jogando água nas plantinhas e numa árvore de 15 metros que ele mesmo plantou, há 20 anos. Um morador chegou, na época, com uma muda da Bahia, e João a fixou num pequeno espaço de terra na calçada. Hoje, o falso-pau-brasil é visitado por beija-flores.
—Ela é a minha filha — derrete-se o cuidadoso porteiro, que “decora” a árvore com flores amarradas. — Tem orquídeas que pego no lixo. Algumas estão dando flores aqui pelo segundo ano.
O peruano Carlos Manoel Augusto se divide entre dois trabalhos: as aulas de matemática pura na Uerj e os cuidados com o jardim e a calçada do seu prédio, na Praça Raul Guedes. Esta última tarefa, ele faz de forma voluntária e por absoluto amor ao verde. Em frente ao edifício onde mora, do qual é síndico, ele mantém bem adubados e regados um pé de limão, outro de amora (que está cheio de frutinhas, não raro roubadas por pedestres) e um de carambola. As plantinhas já estavam por ali quando o professor chegou ao endereço, há 24 anos. Carlos já plantou na rua uma acácia amarela e agora espera crescer mais uma muda, que ele próprio semeou.

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