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Moradores de Vargem Grande lutam pela revitalização da Estrada do Rio Morto

19/09/2019

Para entrar ou sair de Vargem Grande , a principal via de acesso é a Estrada Vereador Alceu de Carvalho, conhecida como Estrada do Rio Morto . Além de esburacada, a via de mão dupla não tem calçada nem sinalização. A iluminação é precária, e a prometida ciclovia está inacabada: vai da Praia do Recreio até pouco depois do cruzamento com a Avenida das Américas, no trecho duplicado em 2016. Não há latas de lixo ou cobertura nos pontos de ônibus. O espelho d’água do Canal do Rio Morto foi tomado por vegetação e, às suas margens, surgem novas construções irregulares. Na semana passada, havia um trator trabalhando no local, que tem até aterro. Se chove, ou se a maré está cheia, a pista alaga .
— Essa área está abandonada desde a sua construção, há 47 anos. O asfalto não foi refeito, só tapam buraco. Se a entrada principal é assim, imagina como são as ruas de dentro — reclama Renato Rocha, presidente da Associação de Moradores e Amigos de Vargem Grande (Amavag).
No início do mês , moradores, comerciantes e frequentadores de Vargem Grande fizeram uma manifestação cobrando providências para melhorar as condições da Estrada do Rio Morto. O deputado estadual Carlo Caiado (DEM), que acompanha os problemas da região desde seu primeiro mandato como vereador, encaminhou um requerimento ao secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, solicitando a complementação das obras de urbanização da Estrada do Rio Morto, um projeto da Gerência de Planejamento e Orçamento da Coordenadoria Geral de Obras da Secretaria municipal de Infraestrutura e Habitação que está pronto desde 2016. O custo é de cerca de R$ 18 milhões, e o projeto prevê drenagem, pavimentação e construção de ciclovia até a Estrada dos Bandeirantes numa área de 47.760 metros quadrados. Como resposta, o deputado foi informado de que não há previsão para as obras.
— Quem passa por ali está exposto a inúmeros acidentes. Vargem Grande tem um enorme potencial de desenvolvimento, e o poder público precisa acompanhar isso. Na época em que o prefeito conseguiu recursos federais para fazer obras na cidade, com o decreto de calamidade pública, algo poderia ter sido feito ali e perdemos a chance — diz Caiado.
Sem calçada e sem ciclovia, pedestres e ciclistas se arriscam ao transitar na via, ao lado dos carros. Moradores dizem que acidentes são frequentes, e é relativamente comum que carros, motos e bicicletas caiam no canal. Prejudicados também são os alunos da Escola Municipal Frei Gaspar, que atende crianças autistas e com deficiência.
— Tenho um triciclo para andar com meu filho autista, mas não me arrisco a pedalar com ele por ali. Temos que pegar um ônibus que passa fora do horário escolar, o que nos obriga a acordar muito cedo, e alguns motoristas não querem nos pegar porque os acompanhantes também têm gratuidade — conta Nita Resende. — Se houvesse ciclovia, ganharíamos tempo. A escola tem mais de 20 crianças especiais que passam pelos mesmos problemas.
O Ministério Público acompanha o crescimento de construções irregulares no local e ajuizou duas ações civis públicas no Tribunal de Justiça, em 2017 e 2018. Ambas foram instauradas para apurar loteamento irregular do solo, e a de 2017 afirma que o município foi omisso ao não desfazê-lo. Consta no processo também que no local há um aterro sem licença, falta tratamento adequado de esgoto e houve supressão de vegetação nativa.

Saiba mais em O Globo

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