
19/03/2026
Campo Grande vai receber entre os dias 23 e 29 de março a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS). O encontro é promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e discute estratégias para proteger espécies migratórias, preservar habitats rotas usadas por esses animais ao redor do planeta.
A capital de Mato Grosso do Sul foi escolhida para sediar a conferência por sua atuação em políticas ambientais. A cidade já recebeu seis vezes o título internacional “Tree City of the World” (Cidade Árvore do Mundo), reconhecimento por iniciativas de preservação e gestão urbana voltadas ao meio ambiente.
O g1 preparou detalhes sobre o que é a COP15 e os fatores que levaram a cidade a ser escolhida para sediar o encontro.
A expectativa é que cerca de 3 mil representantes de mais de 130 países participem do evento, entre autoridades, cientistas, organizações internacionais e representantes da sociedade civil.
O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, disse ao g1 que Campo Grande foi escolhida para ser sede do encontro por ser "ambientalmente favorável", dispondo de parques e planejamento urbano interessante.
"Nós queremos mostrar para as pessoas de todo o mundo como é possível planejar uma cidade de forma harmoniosa com o meio ambiente", ressalta Capobianco.
Mas, conforme o presidente da COP15, o principal fator da escolha é que a cidade é porta de entrada para o Pantanal e o objetivo é chamar a atenção para a importância do bioma.
"Nós queríamos, nesse momento, chamar a atenção de todo o mundo para a importância deste bioma incrível que é compartilhado por três países, o Brasil, a Bolívia e o Paraguai, que possui uma biodiversidade absolutamente fantástica, uma beleza cênica, paisagística e cultural também muito impressionante. Ao mesmo tempo, é um local de passagem de muitas espécies migratórias, porque o Pantanal é a maior área úmida continental de todo o planeta Terra", destaca Capobianco.
Pelo Pantanal passam diversas espécies migratórias que são ligadas às áreas úmidas, conforme explica João Paulo Capobianco. Na migração, elas se reproduzem ou apenas se alimentam e repousam para seguir o seu curso rumo a outros países, outras regiões.
"Infelizmente o Pantanal ainda é pouco conhecido fora do país, então queremos aproveitar a vinda de grandes autoridades mundiais que tratam de espécies migratórias para conhecer o bioma de perto e colocá-lo em evidência", finaliza.
O objetivo da COP15 é mobilizar esforços do conhecimento científico para desenvolvimento de ações que visam a proteção das espécies migratórias, além de ser espaço para a troca de informações entre países sobre a situações das espécies.
"Para classificar essas espécies de acordo com a situação que elas estão enfrentando ,e principalmente, elaborar acordos, tratados, protocolos de cooperação entre os países para garantir que essas espécies permaneçam vivas, permaneçam circulando pelo planeta", explica João Paulo Capobianco, presidente da COP15.
A Convenção para a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS), debatida na COP15, também é conhecida como Convenção de Bonn, porque a conferência intergovernamental onde foi negociada ocorreu em Bonn, na Alemanha, em 1979.
A matéria na íntegra pode ser lida no g1
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