
12/03/2026
Uma startup quer iluminar a noite com 50 mil grandes espelhos orbitando a Terra, refletindo a luz do sol para o lado noturno do planeta para alimentar fazendas solares após o pôr do sol, fornecer iluminação para equipes de resgate e iluminar ruas de cidades, entre outras coisas.
Cientistas têm questionamentos sobre isso.
É uma ideia que parece saída de um filme de ficção científica, mas a empresa, Reflect Orbital, de Hawthorne, Califórnia, pode em breve receber permissão para lançar seu primeiro satélite protótipo com um espelho de cerca de 18 metros de largura. A empresa solicitou autorização à Comissão Federal de Comunicações (FCC), que emite as licenças necessárias para implantar satélites.
Se a FCC aprovar, o satélite de teste poderá ser lançado em órbita já neste verão (no hemisfério norte). O período de comentários públicos da FCC sobre a solicitação se encerra na segunda-feira.
"Estamos tentando construir algo que possa substituir os combustíveis fósseis e realmente alimentar tudo", disse Ben Nowack, diretor executivo da Reflect Orbital, em entrevista. A empresa levantou mais de US$ 28 milhões de investidores.
Não é a primeira vez que alguém pensa em fazer isso.
Em 1977, um engenheiro de foguetes nascido na Alemanha, Krafft A. Ehricke, propôs espelhos espaciais para prevenir o congelamento de plantações e iluminar áreas atingidas por desastres. E em 1993, um satélite russo carregando um espelho de cerca de 24 metros de largura refletiu brevemente um feixe estreito de luz solar pelo planeta como parte de um experimento para estender as horas de luz do dia na Sibéria Ártica.
E a ideia é controversa. "Simplesmente ainda não temos um processo regulatório para esses tipos de atividades espaciais inovadoras", disse Roohi Dalal, astrônoma e diretora de políticas públicas da Sociedade Astronômica Americana.
Críticos dizem que os espelhos poderiam distrair pilotos de avião, prejudicar observações astronômicas e interferir nos ritmos circadianos —os ciclos de luz e escuridão que ajudam pessoas, animais e plantas a saber quando acordar e dormir, quando florescer, quando migrar e assim por diante.
Se os animais ficassem confusos com a luz extra, poderiam se reproduzir na época errada, quando a comida é escassa, disse Martha Hotz Vitaterna, professora pesquisadora de neurobiologia na Universidade Northwestern e codiretora do Centro de Sono e Biologia Circadiana.
Conclua esta leitura clicando na Folha de S. Paulo
Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, produzido em 1920, está na Biblioteca Carioca, aberta na Semana de Arte do Rio
22/09/2026
Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade
22/09/2026
Elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), é transferido para santuário em Mato Grosso
22/09/2026
Ararinhas-azuis têm controle reforçado após casos de circovírus
22/09/2026
Edital busca soluções que ampliem o acesso à água no Maranhão
22/09/2026
Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai
22/09/2026
