
05/03/2026
Ela sabia que a queda era grande, mas teve que pular. Eu não estou falando da Luísa Sonza. Mas sim da tartaruga mediterrânea (Testudo hermanni). As duas quedas têm o mesmo motivo: machos.
Um novo estudo sugere que agressão sexual pode ser o motivo por que as tartarugas fêmeas se jogam de penhascos na ilha de Golem Grad, na Macedônia do Norte. Um fenômeno que os cientistas batizaram de “suicídio demográfico”. E que acontece por conta de um desequilíbrio extremo no número de machos e fêmeas.
Existem áreas da ilha em que a proporção é de 19 machos para cada fêmea, numa população que gira em torno de mil tartarugas. E, segundo a pesquisa, esse desequilíbrio leva a tentativas de acasalamento por violência.
De acordo com um dos autores do estudo, Dragan Arsovski, que é ecólogo da Sociedade Ecológica da Macedônia, as fêmeas ficam literalmente soterradas pelos machos, que as perfuram com a ponta afiada da cauda e as mordem até sair sangue.
Como resultado, até três quartos das fêmeas da ilha apresentam lesões na região genital. E algumas delas ficam tão exaustas que pular de um penhasco parece a única saída possível. O que acaba levando muitas delas à morte, diminuindo ainda mais o número de fêmeas na população.
E o trauma é real. Experimentos comprovaram que, na presença de machos, as fêmeas dessa ilha pulavam até mesmo de penhascos simulados. Isso não acontecia com as fêmeas de uma população continental vizinha, que não passam por esse tipo de violência. Deve ser por isso que elas se reproduzem mais e têm maiores taxas de sobrevivência que as pobres vizinhas da ilha.
Em condições normais de temperatura e pressão, a expectativa de vida dessa espécie é de até 100 anos. Mas os cientistas preveem que a última grande fêmea da ilha deve morrer daqui a 57 anos, em 2083.
Fonte: g1
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