
26/02/2026
A arborização nas ruas de Curitiba é composta por cerca de 318 mil árvores. Mas um levantamento da prefeitura aponta que a cidade tem espaço e condições de plantar mais 262 mil árvores em todas as regionais.
Os dados são do Plano Municipal de Arborização Urbana de Curitiba, que apresenta as diretrizes de planejamento para a implantação e manejo da arborização da capital. Confira abaixo os déficits de arborização de cada regional administrativa.
O cálculo do déficit de plantio leva em conta a extensão total das calçadas da cidade — mais de 9 mil quilômetros —, um espaçamento médio ideal de 12 metros entre árvores e um índice de desconto de 40% para considerar limitações técnicas dos locais.
"Esse é um planejamento que, ao longo de mais alguns anos, a gente consegue bater manejando o que a gente já tem", afirma o Superintendente de Obras e Serviços e Chefe do Departamento de Arborização e Produção Vegetal de Curitiba, Jean Brasil.
De acordo com Jean Brasil, a população pode usar o telefone 156 para entrar em contato com a prefeitura e solicitar o plantio de árvores. É possível ainda sugerir uma espécie de preferência.
Após o pedido, a prefeitura deve encaminhar uma equipe técnica para avaliar as condições do local e planejar a execução do plantio.
Até as 23h desta sexta-feira (27), os moradores de Curitiba também podem sugerir melhorias no Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU) pela internet. O link da pesquisa está disponível pelo site Conecta, do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap). O login deve ser feito com o registro dos participantes no eCidadão.
O Plano Municipal de Arborização Urbana indica quais são as espécies recomendadas para cada região da capital, levando em consideração as condições de cada via pública e se o local faz parte de uma área industrial ou poluída.
A regional administrativa com maior necessidade de arborização na capital é a Cidade Industrial de Curitiba (CIC), com um déficit de plantio superior a 48 mil árvores.
Em entrevista ao g1, o climatologista Francisco Mendonça, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que as áreas verdes dentro das grandes cidades foram detectadas já no século 19 como fundamentais à garantia da qualidade ambiental urbana.
"As áreas verdes têm um papel fundamental na manutenção da água na superfície e na purificação do ar, que são condições fundamentais da vida da gente. Elas equilibram o balanço da radiação térmica solar", explica.
Segundo o chefe do Departamento de Arborização e Produção Vegetal de Curitiba, a arborização urbana atenua as ondas de calor e a velocidade e força dos ventos. "É um grande benefício para as pessoas, até mesmo psicológico", diz.
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