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FAS amplia ações e protege 11,3 milhões de hectares na Amazônia

19/05/2026

A Fundação Amazônia Sustentável ampliou, ao longo de 2025, iniciativas voltadas à conservação ambiental, sociobioeconomia, infraestrutura comunitária, saúde e educação na Amazônia. Os resultados alcançados pela organização incluem mais de 11,3 milhões de hectares protegidos, R$ 8,6 milhões movimentados em faturamento bruto na cadeia do turismo e a emissão evitada de 17,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). As ações beneficiaram direta e indiretamente cerca de 21,9 mil famílias em 902 comunidades e aldeias, distribuídas por 166 municípios, 27 Unidades de Conservação (UCs) e 186 territórios indígenas da Região Norte.
Os dados fazem parte do Relatório de Atividades 2025 da instituição, disponível gratuitamente no site da FAS. Entre os destaques do período estão as ações voltadas ao acesso à água potável. Ao longo do ano, foram instalados 27 sistemas de abastecimento de água, beneficiando 488 famílias. Um dos exemplos é a comunidade quilombola do Tambor, localizada no Parque Nacional do Jaú, em Novo Airão (AM), onde mais de 125 pessoas passaram a contar com acesso regular à água própria para consumo. “É um sonho realizado. Era algo que as pessoas queriam muito. Inclusive, foram anos e anos de promessas, mas acabou que a FAS foi a única organização que conseguiu realizar o projeto”, compartilha o líder comunitário Sebastião Ferreira de Almeida.
Outro destaque foi o projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade”, que formou dez estudantes de comunidades ribeirinhas em Gestão de Turismo e tornou-se finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Qualificação, Formação e Inserção Produtiva de Pessoas no Turismo”. Na área educacional, a Fundação também capacitou mais de 800 professores, realizou mais de 290 teleatendimentos e formou 285 profissionais comunitários de saúde. Para o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, o período representa um marco estratégico para a atuação da organização na região. “Em 2025, reforçamos o nosso papel na construção de caminhos para uma Amazônia mais justa, próspera e sustentável. Consolidamos parcerias importantes, avançamos em agendas estratégicas, fortalecemos nossas atividades e ampliamos nossa presença nos territórios amazônicos”, afirma.
Com apoio de parceiros, a instituição promoveu a “Jornada COP30”, iniciativa que reuniu 1.285 pessoas, incluindo 103 lideranças de 11 estados da Amazônia Legal, para a construção de Planos de Ação Climática Territoriais levados à conferência do clima em Belém (PA). O morador da comunidade São Francisco do Caramuri, em Manaus (AM), Daniel Leandro, integrou esse time e contou da experiência: “a ‘Jornada COP30’ foi um processo de escuta, aprendizado e participação que nos deu a oportunidade de representar as vozes da Amazônia”. A mobilização também incluiu o “Banzeiro da Esperança”, expedição fluvial e cultural realizada entre Manaus e Belém. Ao todo, 103 lideranças participaram da iniciativa, sendo 63 indígenas, 28 quilombolas e 12 representantes de diversas comunidades amazônicas. Durante o percurso, foram promovidas trocas de saberes que resultaram na criação da “Carta da Aliança dos Povos Guardiões da Amazônia”, entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago.
Durante a conferência, a FAS participou de 46 atividades, realizou 26 falas oficiais, liderou nove eventos e mobilizou mais de 20 parceiros estratégicos, com foco no protagonismo dos povos da floresta, na biodiversidade e na ampliação do acesso à energia e água limpa. Na área de conservação ambiental, a organização contribuiu para a consolidação e gestão de Unidades de Conservação, com destaque para o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, no Pará. Com cerca de 560 mil hectares, a área atua na proteção de espécies raras e ameaçadas de extinção, além de ecossistemas considerados únicos na região amazônica. Nos estados do Amazonas e Pará, a organização também apoiou a mobilização de 239 pessoas em ações de gestão ambiental, 153 brigadistas na prevenção de queimadas e incêndios florestais e a distribuição de 280 kits seringueiros em Unidades de Conservação. Segundo a FAS, as ações contribuíram para a redução do desmatamento em 20% no Amazonas e 14% no Pará entre 2024 e 2025.
As iniciativas educacionais da organização incluíram ainda 21 treinamentos pedagógicos que capacitaram 648 professores em 11 municípios, impactando 180 comunidades. A proposta é desenvolver uma educação contextualizada à realidade amazônica, valorizando elementos da cultura local, da fauna e da flora da região. A Fundação também firmou convênio com a Universidade Federal do Amazonas para cursos de pós-graduação voltados a 200 professores. Na área da saúde, o projeto “SUS na Floresta” buscou ampliar o acesso a serviços básicos em regiões remotas da Amazônia. Já a iniciativa “Adeus Mosquito” formou, no último ano, 203 multiplicadores em prevenção de doenças como dengue, zika e malária. Os participantes assumiram o compromisso de compartilhar os conhecimentos adquiridos em suas comunidades, orientando famílias sobre a identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito. As ações ligadas à sociobiodiversidade amazônica apoiaram 57 projetos de sociobioeconomia e promoveram 45 capacitações, fortalecendo sete cadeias produtivas. Entre os destaques está o projeto de rastreabilidade da cadeia do pirarucu, que utiliza tecnologia blockchain para garantir a procedência do pescado. A iniciativa inclui capacitações, construção de estruturas flutuantes de pré-beneficiamento e o desenvolvimento da marca “Gigantio”, voltada à comercialização do pirarucu em novos mercados.
O Turismo de Base Comunitária (TBC) também recebeu apoio da instituição como estratégia de geração de renda. Na região do Baixo Rio Negro, a atividade registrou a chegada de 6.536 turistas e faturamento bruto de R$ 5,73 milhões, além de um crescimento de 13,8% no ticket médio. A Fundação Amazônia Sustentável é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. A missão da instituição é contribuir para a conservação do bioma, melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas e valorizar a floresta em pé e sua biodiversidade.

Fontes: CicloVivo

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