
14/05/2026
Um ataque russo à Ucrânia provocou um grande incêndio florestal na zona de exclusão de Chernobyl. No local foram encontrados os restos de dois drones. O fogo começou na quinta-feira passada (7) e chegou a se estender por uma área de 1.200 hectares, segundo a agência estatal ucraniana responsável pela administração da zona de exclusão.
Nesta terça-feira (12), autoridades ucranianas comunicaram que o combate ao incêndio prosseguia, mas que a situação estava sob controle, e que os níveis de radiação permaneciam dentro dos limites normais.
"Os trabalhos de combate ao incêndio co
A situação é agravada pela seca e pelo risco de minas em determinadas partes da área. Segundo Ruban, os trabalhos estão sendo retardados devido ao perigo de explosões em algumas áreas florestais. Em certos locais, nem chegam a ser realizados.
"Antes da chegada do equipamento especial, o terreno é varrido por especialistas do serviço de desativação de explosivos. Só depois disso veículos dos bombeiros e outros equipamentos podem entrar. Nenhuma máquina pode ser utilizada em áreas potencialmente minadas sem uma limpeza prévia", explicou Ruban.ntinuam. Todos os focos foram contidos. Todas as forças necessárias estão envolvidas no combate ao fogo, com equipamentos especiais. Com eles, são abertos aceiros e vias de acesso para que os bombeiros possam alcançar as áreas florestais", afirmou Viktoria Ruban, porta-voz da Defesa Civil Estatal da região de Kiev, à DW.
O Centro Estatal Científico-Técnico para Segurança Nuclear e Radiológica afirmou que o grande incêndio na zona de exclusão de Chernobyl não representa risco radiológico para a população fora da área. Especialistas do centro monitoram continuamente o fogo e modelam possíveis cenários de dispersão de partículas radioativas.
"Monitoramos online a direção das nuvens, as condições meteorológicas e avaliamos as consequências tanto para o pessoal na zona quanto para a população fora dela", explicou o pesquisador Yuriy Kyrylenko.
Segundo ele, o maior risco potencial recai sobre aqueles que trabalham diretamente no local do incêndio – especialmente equipes de resgate e combate, que podem entrar em contato com material queimado e possivelmente com poeira radioativa.
"Dentro da zona, pode haver alguns efeitos sobre bombeiros e outras equipes, mas eles estão protegidos por roupas e equipamentos especiais", salientou Kyrylenko.
Especialistas chamam a atenção, principalmente, para a concentração de césio-137, um dos principais radionuclídeos presentes nos solos e florestas desde o acidente na usina nuclear de Chernobyl, ocorrido há 40 anos.
A possível liberação dessa substância na atmosfera é considerada o principal perigo em caso de incêndios. No entanto, segundo Kyrylenko, os modelos indicam que, mesmo no pior cenário, os níveis permaneceriam muito abaixo dos limites permitidos.
"O limite permitido de césio-137 para a população é de 800 milibecqueréis. Nossos modelos mostram que os valores possíveis seriam várias vezes inferiores a esse limite", explicou.
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