UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Cientistas temem ano severo de incêndios no mundo em razão de El Niño

14/05/2026

O ano de 2026 desponta como particularmente severo em termos de incêndios em todo o mundo devido à mudança climática e a um possível fenômeno El Niño, alertaram cientistas.
"A temporada de incêndios no mundo começou com muita intensidade, com 50% a mais de área queimada do que a média para esta época do ano", afirmou Theodore Keeping, do Imperial College London, durante uma apresentação à imprensa.
A superfície "é 20% maior do que o recorde anterior estabelecido desde o início do monitoramento mundial em 2012", acrescentou o cientista, que espera um "ano particularmente severo".
A área total queimada no mundo atingiu 163 milhões de hectares desde o início do ano até 6 de maio, segundo dados do Sistema Global de Informações sobre Incêndios (GWIS), contra 110 milhões de hectares em média no período de 2012 a 2025.
A tendência é particularmente considerável na África, com níveis recorde em vários países do oeste.
Os incêndios nas savanas foram favorecidos por um fenômeno conhecido como "chicote climático", que alterna chuvas fortes, que favorecem o crescimento da vegetação, com períodos de seca propícios ao fogo.
Os pesquisadores também alertaram para as consequências do esperado retorno do potente fenômeno natural de aquecimento El Niño.
Trata-se de uma das fases de um ciclo natural no Pacífico, que costuma começar na primavera boreal e afeta progressivamente, nos meses seguintes, as temperaturas, os ventos e o clima no restante do mundo.
Isso se somaria ao aquecimento contínuo provocado pelas atividades humanas.
"A probabilidade de incêndios extremos e perigosos pode ser potencialmente a mais elevada da história recente em caso de desenvolvimento de um El Niño potente", avaliou Keeping.
O fenômeno pode tornar prováveis condições muito quentes e secas na Austrália, no noroeste dos Estados Unidos e do Canadá e na floresta amazônica.
Friederike Otto, também cientista do Imperial College, ressaltou que o desenvolvimento de um El Niño forte neste ano, combinado com a tendência das mudanças climáticas, se traduziria em "fenômenos climáticos extremos sem precedentes".

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Em Laranjeiras, casal de maritacas faz ninho em apartamento e filhotes e acabam sob os cuidados de moradora; vídeo

05/11/2026

Tem coisas que só acontece no Rio. Uma moradora de Laranjeiras, ali perto do Parque Guinle, voltou d...

VÍDEO: Grupo de golfinhos é visto no mar da Ilha Grande, em Angra dos Reis

05/11/2026

Um grupo de golfinhos-pintados-do-Atlântico foi visto no mar da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ),...

Pesquisa da Ufes encontra peixes com tumores e deformidades 11 anos após desastre de Mariana; VÍDEO

05/11/2026

Onze anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, pesquisa realizada pela...

Brasil lança ´mapas do caminho´ para incentivar os países a diminuírem o desmatamento e o uso dos combustíveis fósseis

05/11/2026

Antes de passar o bastão da presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (...

5 regiões de recifes de coral estão em risco crítico no Brasil

05/11/2026

Cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso, segundo ...

Cinco maneiras que o aumento do nível do mar pode afetar o Reino Unido e outros lugares

05/11/2026

O aumento do nível do mar pode parecer um problema dos outros se você mora no interior. Mas, mesmo a...