UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
´Venha e me mate´: o pedido das formigas doentes para salvar a colônia

04/12/2025

As formigas doentes jovens emitem um odor que pede que os indivíduos adultos as matem para proteger a colônia de uma eventual epidemia, revela um estudo publicado nesta terça-feira (2). Segundo o estudo, apenas as rainhas parecem evitar este ato de sacrifício.
Os formigueiros são um "terreno perfeito para que a propagação de uma epidemia, com milhares de formigas se arrastando umas sobre as outras", explica à AFP Erika Dawson, ecóloga comportamental do Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria e principal autora deste estudo, publicado na revista "Nature Communications".
Quando os adultos contraem uma doença que poderia se propagar, abandonam o formigueiro para morrer sozinhos. Mas as formigas jovens, no estágio conhecido como pupa, ainda estão em seu casulo e não conseguem se distanciar.
Os cientistas já sabiam que quando estas crisálidas estão na fase terminal de uma doença, produz-se uma alteração química que gera um odor.
Os adultos se reúnem ao seu redor, tiram o casulo e "fazem buracos nas crisálidas para difundir um veneno", afirma Dawson. Este veneno atua como desinfetante e mata tanto o patógeno quanto a crisálida.
Este estudo pretendia determinar se as formigas jovens tinham um papel ativo neste processo, emitindo uma mensagem como "Ei! Venha e me mate", acrescenta a pesquisadora.
Primeiro, os cientistas isolaram o odor emitido por uma crisálida doente da família das formigas pretas de jardim (Lasius neglectus) e o introduziram em uma cria sadia de laboratório: as formigas operárias correram para destruí-la.
Os cientistas demonstraram, em seguida, que as crisálidas doentes só produziam este odor na presença das formigas adultas, como se fosse um sacrifício "altruísta", segundo o estudo.
As pesquisas também demonstraram que esta iniciativa autodestrutiva não se aplicava às rainhas em estado de crisálida. Se estão doentes, não o informam à comunidade.
"Descobrimos que as rainhas em estado de crisálida têm um sistema imunológico muito melhor que as operárias. Portanto, são capazes de combater a infecção e acreditamos que esta seja a razão pela qual não se acusam", explica a pesquisadora.

Fonte: g1

Novidades

Mês de março presenteia a natureza com ´explosão´ de várias espécies de borboletas

19/03/2026

Onde quer que estejam, elas não passam despercebidas. As borboletas podem ser vistas o ano todo, mas...

Água do rio Tietê fica verde em trecho de 100 km no interior paulista

19/03/2026

A água do rio Tietê ficou verde nos últimos dias numa faixa de cerca de cem quilômetros em município...

COP15: por que Campo Grande foi escolhida para sediar encontro global sobre espécies migratórias

19/03/2026

Campo Grande vai receber entre os dias 23 e 29 de março a 15ª Conferência das Partes da Convenção so...

Piranha-preta: entenda comportamento da espécie após captura de peixe ´gigante´ no AM

19/03/2026

A captura de uma piranha-preta de cerca de 40 centímetros no Lago do Miriti, em Manacapuru, no inter...

Resgate de animais silvestres ajuda a salvar a biodiversidade

19/03/2026

Animais silvestres resgatados, seja do tráfico ilegal, vítimas de maus-tratos ou de entregas voluntá...