UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Queimadas no Pantanal e falta de vento e chuva fazem camada de poluição sobre São Paulo dobrar, detecta Ipen

15/09/2020

A cidade de São Paulo passa por dias de poluição acima da média, de acordo com o monitoramento com laser feito pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
A camada de poluição sobre a metrópole nessa época do ano costuma se estender até uma altitude de 1.500 metros. No último domingo e nesta segunda-feira (14), no entanto, ela alcançou quase o dobro: 2.800 metros.
A piora acontece por um conjunto de condições desfavoráveis: falta de vento e chuva, que poderiam ajudar a levar os poluentes embora, e queimadas em outras regiões do país.
Quando há aproximação de uma frente fria, forma-se uma espécie de "canaleta de vento" que traz ar das regiões Oeste e Centro-Oeste do continente para a cidade. Isso é uma característica natural, mas com as mudanças climáticas, tornou-se mais evidente.
Como há poluição vinda das queimadas no Pantanal, isso veio para o Sudeste, explica Eduardo Landulfo, pesquisador do Centro de Lasers e Aplicações do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares).
A poluição que fica em camadas mais altas geralmente é de queimadas. É comum que esse material seja levado de São Paulo pela brisa do mar ou pela chuva. Isso não aconteceu nos últimos dias, segundo ele.
"A poluição está se acumulando. Há um ciclo diário de trocas de calor com o terreno, com a vegetação, com a umidade, mas os níveis de poluição se sedimentaram, um ficou em cima do outro."
Em algumas regiões da cidade também há concentração de ozônio, mas o principal poluente é material particulado --são elementos como poeira, areia e cinzas.
Uma das provas de que a poluição que está estacionada na capital paulista vem de outras regiões do país é que há camadas distintas em textura -- Landulfo usa a palavra "desacopladas" para descrever isso.
Espera-se que a altitude deste transporte esteja acima da cidade e misture-se pouco com a atmosfera local, mas os dados parecem indicar que o material chegou em níveis mais baixos e se adicionou à poluição local, ou seja, virou mais uma camada. Esse resultado preocupa e deve ser melhor estudado, diz ele.
A alta coluna de poluição já é ruim, mas ela implica em outro problema: os raios do sol enfrentam dificuldade para penetrar nas camadas mais próximas do solo, o que causa um efeito de inversão térmica. Isso significa que a atmosfera perto do chão está quente, mas acima dela o calor é ainda mais intenso, então a poluição das camadas mais baixas fica retida embaixo, sem se dispersar.
A grande maioria das estações de monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indica condições de moderadas a ruim.
O laboratório do Ipen que identificou esses fenômenos tem apoio federal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp).
A equipe inclui o próprio Landulfo, Alexandre Cacheffo, Alexandre Yoshida, Gregori Moreira, Fábio Lopes, Fernando Morais, Jonathan Silva e estudantes de mestrado e doutorado.

Fonte: G1

Novidades

Projeto da Escola Politécnica da UFRJ realiza oficina educativa sobre deslizamentos de terra em evento científico

27/10/2026

Como a educação pode ajudar a prevenir deslizamentos e reduzir riscos de desastres? Essa é a questão...

Jacarés em áreas urbanas de Niterói: ´De alguma forma eles também estão se adaptando às mudanças´, diz biólogo

27/10/2026

De 1º de janeiro a 19 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros (CBMERJ) realizou o resgate de oito j...

Condições do tempo contribuem para que cariocas convivam com sons de esperanças, grilos e rãs em pleno território urbano

27/10/2026

Tem caído tanta chuva este ano no Rio de Janeiro que a floresta transbordou para a cidade. Uma inund...

Edital destina R$ 835 mil para produtores rurais preservarem araucárias

27/10/2026

Acaba de ser lançado o edital da 2ª Edição do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Arauc...

Nascimento de cavalos-marinhos é registrado em aquário no Paraná; veja vídeo

27/10/2026

O nascimento de centenas de minúsculos cavalos-marinhos foi registrado em vídeo por um aquário em Fo...

6 toneladas de vidro de Noronha vão para reciclagem no Recife

27/10/2026

Fernando de Noronha teve uma nova destinação para as garrafas de vidro descartadas em bares, restaur...