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Hotel Nacional reabre com filosofia de resort urbano e planos de transformar jardim de Burle Marx em praça

19/11/2019

Só de lobby, são 3 mil metros quadrados. Junto à decoração clean, figuram obras de arte originais, como o painel de 300 blocos esculpidos pelo artista Carybé. Mas, nesse espaço grandioso do Hotel Nacional , cujo piso cor de areia dá a ideia de extensão da praia, o vaivém é quase todo de funcionários. Do lado de fora, o tempo chuvoso dos últimos dias também não ajuda: a Piscina da Sereia — uma escultura de Alfredo Ceschiatti voltada para o mar de São Conrado — parece mais de enfeite. É que o icônico hotel em cilindro assinado por Oscar Niemeyer, depois de 21 anos fechado e de uma reabertura “relâmpago” entre o final de 2016 e o início de 2018, voltou às atividades há menos de dois meses.
E volta com um desafio à altura: o gigante de 33 andares e 413 apartamentos quer inovar para atrair, em meio à crise, turistas e também cariocas, com a ideia de resort urbano. A filosofia do hotel, que já foi um símbolo de luxo, é passar a ser visto como um espaço “divertido” para famílias e integrado ao bairro. Um plano já está no papel: abrir os jardins de Burle Marx, com suas espreguiçadeiras, para a população.
— Queremos criar um acesso para os jardins que não interfira na privacidade do hóspede e que seja prático aos moradores do bairro. Nossa intenção é que ali seja uma praça, com shows, feiras, entretenimento. Estamos trabalhando para isso com foco no verão — diz Alexandre Zubaran, diretor do grupo brasileiro WAM Hotéis, responsável pela operação do Nacional.
Há um projeto para esse acesso, mas falta levá-lo aos órgãos competentes (o hotel é tombado pelo município).
— O hotel só vai prosperar se o transformarmos num negócio divertido para crianças, adolescentes e adultos. Hoje, ele é só um hotel lindo e maravilhoso — diz Zubaran. — A gente quer que as pessoas curtam a praia, uma balada, a gastronomia. Não temos que ocupar camas para ganhar dinheiro. Para ter sucesso, precisamos transformar aquele quarteirão, transformar o bairro.
A aposta é alta e arriscada. O Hotel Nacional, inaugurado em 1972, renasce remando contra a maré do setor, muito dependente de eventos. As tarifas contrastam com o cenário cinco estrelas: um casal, dependendo do dia, consegue se hospedar hoje desembolsando menos de R$ 450, com café da manhã e taxas incluídos e podendo dividir em dez vezes. O hotel ainda dá cortesia para duas crianças. Para quem se interessou, fica a dica dos quartos com banheira de frente para o mar.
Quando o empreendimento voltou à cena em 2016, a diária mais barata custava R$ 745. Dos 413 apartamentos, 112 seguem em reforma, mas deverão ficar prontos até o réveillon. Há outros projetos saindo do forno. Um deles é instalar no rooftop, hoje fechado, um bar até as férias de julho. Outro é movimentar a praia em frente. O hotel pensa até em contar com um quiosque na orla, o que depende de negociações. Já o centro de convenções está passando por obras estruturais, e ainda não tem data para reabrir.
Enquanto a praça de Burle Marx não é aberta, há outras formas de os cariocas desfrutarem do hotel. Uma delas é com o day use, que dá direito a mergulhos na piscina, uso das saunas, da academia e de um apartamento (sem pernoite). Sai a R$ 295. Fora isso, o spa já pode ser aproveitado por não hóspedes. Um banho aromático de 30 minutos dentro de uma jacuzzi custa R$ 68. Já a “experiência casal”, de duas horas, que alia banho de jacuzzi com cristais de sais marinhos e óleos essenciais e massagem com pedras quentes, tem preço de R$ 505. Programas que já atraem a vizinhança são a feijoada de sábado no restaurante A Sereia e o brunch de domingo.

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