
10/09/2026
Trechos do Rio da Prata, em Jardim, voltaram a secar devido à estiagem na região, colocando peixes em risco com cerca de 4 km de margem do rio. Mais de 200 animais já foram resgatados de poças com pouca água e baixa concentração de oxigênio e transferidos para áreas mais profundas, onde o rio mantém fluxo normal.
A ação emergencial é realizada pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA), em parceria com o Instituto Amigos do Rio da Prata. As equipes fazem monitoramentos a cada três dias e já identificaram que cerca de 4 quilômetros do leito foram afetados pela estiagem.
Entre as espécies nativas resgatadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras. Os animais encontrados em trechos rasos ou isolados são capturados e levados para pontos mais profundos e perenes do rio, onde conseguem voltar a viver em condições adequadas.
Segundo o coordenador do IGMA, Nisroque Soares, as equipes percorrem os trechos afetados e avaliam constantemente as condições ambientais para identificar pontos que possam oferecer risco à fauna aquática.
“A gente está monitorando e, caso seja necessário, o plano de emergência é acionado”, informou Soares ao g1.
O trabalho também conta com a colaboração de moradores que vivem nas proximidades do Rio da Prata e acompanham diariamente as condições do curso d’água. Eles ajudam a identificar novos pontos de seca e comunicam as equipes quando há concentração de peixes em locais com pouca água.
A preocupação é que a situação se agrave caso não ocorram chuvas suficientes nos próximos dias. Com a redução do volume de água, novos trechos podem ficar isolados, aumentando o risco para os peixes e outros organismos aquáticos.
O cenário não é inédito no Rio da Prata. Em 2025, a estiagem chegou a afetar cerca de 11 quilômetros do leito. Na época, a água ficou restrita a pequenas poças em alguns pontos, deixando centenas de peixes em risco.
As equipes precisaram realizar uma operação semelhante de resgate. Cerca de 1.273 peixes foram retirados das áreas afetadas e transferidos cuidadosamente para um trecho do rio com fluxo normal, dentro do Recanto Ecológico.
Em 2024, entre junho e julho, o Rio da Prata também enfrentou um período de seca. Na ocasião, cerca de 20 dos 90 quilômetros de extensão do rio tiveram redução significativa do volume de água, com pontos em que o curso d’água chegou a desaparecer.
A situação foi acompanhada pelas equipes do instituto, que identificaram impactos não apenas na região sob a ponte do Curé, mas também em outros trechos do rio.
Fonte: g1
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