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Estados Unidos tiveram verão mais quente em 132 anos

10/09/2026

Os Estados Unidos tiveram, neste ano, o verão mais quente desde o início dos registros de temperatura modernos, há 132 anos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa, na sigla em inglês).
O verão meteorológico, definido entre os meses de junho e agosto, atingiu uma temperatura média de 23,6°C, superando os registros prévios de 1936 e 2021 em 0,2°C, segundo a agência climática do país.
Isso significa que quatro dos verões mais quentes já registrados ocorreram nos últimos cinco anos, com 2022 e 2024 em quarto e quinto lugar, respectivamente. A tendência reflete a influência da mudança climática provocada pela atividade humana, cuja causa principal é a queima de combustíveis fósseis.
O único dos cinco verões recordistas ocorrido no século passado, 1936, ocorreu durante o fenômeno conhecido como "Dust Bowl" (tigela de pó, em tradução livre). Impulsionado pela combinação de seca e calor extremo com o excesso de aragem nas Grandes Planícies, o Dust Bowl foi um período de severas tempestades de poeira durante a década de 1930.
O ano de 2026 também registrou o mês de agosto mais quente no país desde o início das medições, em 1895, com temperaturas médias de 24,2°C.
A maior parte dos Estados Unidos registrou temperaturas acima da média ou muito acima da média no mês passado. Condições próximas ao normal só foram observadas em áreas das planícies do norte e do meio-oeste, segundo informou a Noaa.
O calor extremo, somado ao tempo seco e a fortes ventos, facilitaram o espalhamento de incêndios florestais, levando a cenários catastróficos em algumas regiões.
O recorde ocorre durante o El Niño, que a agência climática americana e outros órgãos prevêem que será o mais intenso em décadas. Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico tropical, o El Niño vem desencadeando fenômenos meteorológicos extremos em todo o mundo.
Prevê-se que ele provoque temperaturas recordes em 2027, e também pode contribuir para que 2026 seja o ano mais quente já registrado, superando 2024.

Fonte: Folha de S. Paulo

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