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El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios

30/07/2026

O governo informou nesta quarta-feira (29) que prevê investir até R$ 1,3 bilhão em ações para enfrentar os impactos negativos do El Niño no Brasil, como, por exemplo, secas extremas, chuvas intensas e incêndios.

🔎O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos podem afetar a agricultura, os recursos hídricos e aumentar a ocorrência de eventos extremos.

A informação foi divulgada durante reunião ministerial conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O Brasil está preparado e pedindo a Deus que não aconteça. Se não acontecer, vamos ter melhor produção agrícola, energia, água, não queremos que aconteça. Nao está no nosso controle e nos preparamos", afirmou Lula.
O petista também defendeu a realização de reuniões com prefeitos para que a resposta aos possíveis impactos do fenômeno climático seja conjunta. "A chance de evitar desgraça é maior porque o prefeito esta no território", disse o presidente.

🔎Previsões das principais agências de meteorologia do mundo, confirmadas por agências brasileiras, preveem um El Niño muito forte neste ano, com elevação acima de dois graus na temperatura do Oceano Pacífico.

O plano de ação do governo envolve 24 ministérios, além de institutos de monitoramento e pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os recursos serão destinados a ações de abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico e fiscalização ambiental.

Entre as principais medidas previstas no plano, estão:

* compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz;
* reforço do combate a incêndios florestais;
* aquisição de 350 mil cestas básicas;
* Programa de Aquisição de Alimentos para agricultores da região Norte;
* criação de um Centro de Informação em Saúde e Clima pelo SUS;
* monitoramento do nível dos rios.

Segundo o governo federal, os recursos serão viabilizados a partir de uma folga no orçamento dos ministérios.
A estratégia também prevê uma articulação com os prefeitos, que serão procurados para conhecer o plano de ação e discutir a implementação das medidas de acordo com as necessidades de cada região.

Fonte: g1

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