
12/05/2026
As contrails, abreviação de condensation trails (“rastros de condensação”), são as faixas brancas frequentemente vistas no céu atrás das aeronaves. O atlas internacional de nuvens, que classifica as nuvens, tem uma categoria só para elas: cirrus homogenitus, um exemplo de nuvens produzidas pelo ser humano.
As contrails contribuem para as mudanças climáticas, somando-se ao aquecimento causado pelo dióxido de carbono emitido pela aviação. Embora a quantidade exata de aquecimento provocada por essas nuvens de aparência delicada seja incerta, o que se sabe atualmente sugere que reduzir o número de contrails tem potencial para diminuir o impacto climático dos voos.
As contrails são feitas de cristais de gelo. Eles refletem a luz solar, fazendo com que a superfície da Terra receba menos energia, mas ao mesmo tempo retêm parte da radiação infravermelha emitida pela Terra.
Dependendo do equilíbrio entre esses dois efeitos opostos — uma perda líquida de energia ou um ganho líquido de energia —, contrails individuais podem tanto aquecer quanto resfriar ao longo de sua existência, mas o efeito de aquecimento predomina quando se considera a população global anual de contrails.
As contrails se formam atrás das aeronaves a uma altitude de cerca de 10 a 11 km. Elas só se formam em regiões suficientemente frias e úmidas da atmosfera, onde o vapor d’água se condensa nas partículas de fuligem emitidas pelos motores das aeronaves para formar gotículas líquidas, que congelam e viram cristais de gelo.
✈️As regiões com mais contrails ficam sobre a Europa, o Atlântico Norte e o leste da América do Norte. Elas são mais raras na Ásia.
Partículas de fuligem são necessárias para formar contrails, mas até motores que emitem pouquíssima fuligem ainda geram contrails. Outras partículas, frequentemente formadas na pluma do motor, assumem esse papel e levam à formação das contrails.
Mas algumas combinações de combustível e tecnologia de motores podem, no futuro, oferecer uma forma de produzir menos contrails — ou ao menos contrails com menor impacto climático.
As características de uma contrail dependem inicialmente do tamanho, da forma e da posição dos motores da aeronave que a criou, mas as condições atmosféricas são, em última instância, mais importantes.
Em uma atmosfera seca, as contrails duram apenas alguns minutos e cobrem uma área muito pequena: seu impacto climático é insignificante. Mas, se a atmosfera permanecer fria e úmida o suficiente, muitas contrails se formam, crescem e se unem para formar campos de nuvens de gelo, chamados de contrail cirrus.
As nuvens de contrail cirrus afetam o clima porque duram várias horas e podem cobrir grandes áreas, às vezes se estendendo por países inteiros, como já foi observado sobre o Reino Unido e a França, por exemplo.
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