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Fogo na Patagônia não dá trégua e arruína turismo de verão em pequenas cidades

05/02/2026

Além da tragédia ambiental, os incêndios que consomem hectares de vegetação na Patagônia argentina também vão deixando um rastro de estragos na economia local, que contava com os turistas neste verão.
Famosa entre os brasileiros, Bariloche é uma porta de entrada de parte dos turistas que querem visitar as belas paisagens da região.
O fogo não chegou a Bariloche, mas basta deixar o centro da cidade, como a Folha fez nesta segunda-feira (2), passando por El Bolsón (ambas na província de Río Negro) e até a divisa com Chubut, que as áreas inteiramente verdes vão sendo rasgadas por pedaços acinzentados de terra, com cadeias de árvores queimadas.
O cheiro de queimado também vai ficando mais forte, conforme se viaja até o sul. Nesta segunda, as áreas florestais tiveram algum alívio, com a queda da temperatura e uma fina chuva, prevista para até quarta-feira (4), mas os ventos fortes dificultam o trabalho dos bombeiros.
Em Epuyén, destino turístico à beira de um lago de 1.740 hectares, de origem glacial e que leva o mesmo nome da localidade com cerca de 2.500 habitantes, o fogo afetou os negócios e estragou a temporada de turismo.
Em 2024, a província de Chubut recebeu 497 mil visitas aos parques da Patagônia, com os brasileiros em sétimo lugar entre os turistas estrangeiros, segundo o Ministério de Turismo e Áreas Protegidas.
Já o ano de 2025 foi fraco para turistas que viriam à Argentina como um todo, com o verão do ano passado coincidindo com um momento em que a moeda local estava sobrevalorizada em relação ao dólar. Enquanto os argentinos viajaram mais para o exterior, o turismo receptivo encerrou com um déficit de mais de US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões), em uma queda de 19,7%.
Os pequenos comerciantes da Patagônia contavam com o verão de 2026, quando a chegada de turistas estrangeiros voltou a crescer, para recuperar parte dessas perdas. Mas, com os incêndios, diversos locais de hospedagem, alimentação e passeios nem puderam abrir.
Dono de uma propriedade que aluga nas imediações do lago Epuyén, Dillan Torres, 28, lamenta. "Não conheço tantos lugares do mundo, mas acho difícil de acreditar que existam muitos outros tão lindos quanto a nossa região. É terrível."
No início de janeiro, ao menos dez propriedades em volta do lago tiveram de ser desocupadas, e cerca de 2.000 hectares pegaram fogo.
Como as temperaturas na região podem chegar perto de 0°C nos meses de inverno, muitas famílias contam com o verão e parte da primavera para movimentar seus pequenos estabelecimentos.
Com os incêndios florestais, o edifício mais movimentado da principal avenida de Epuyén, a Los Halcones, é o prédio do corpo de bombeiros, onde pequenos veículos com voluntários entravam e saíam ainda no começo da noite.
Chubut enfrenta o ano mais seco em uma década. Dados do observatório climático europeu Copernicus indicam que as queimadas na província são as maiores desde ao menos 2003. Um dos lugares mais sensíveis da região é o Parque Nacional Los Alerces.
O fogo está se espalhando sem controle em áreas de difícil acesso. O governo argentino declarou estado de emergência na quinta-feira (29). A decisão inclui as províncias de Santa Cruz, Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa.
No domingo (1º), o incêndio na Patagônia chegou a cerca de um quilômetro da Estrada Nacional 40, próximo ao encontro com a Estrada Provincial 71, o que fez as autoridades fecharem a rodovia local que vai para Cholila.
Segundo o governo, mais de 500 brigadistas estão no local, usando motosserras e ferramentas manuais para combater as chamas. O terreno íngreme só permite a entrada de caminhonetes por trilhas estreitas.
Nesta segunda-feira, os bombeiros relatam que o incêndio na cadeia de montanhas entre Epuyén e Cholila se intensificou. Além de destruir a vegetação, o fogo consumiu áreas de pastagem, afetando a criação de gado, a principal atividade da região.
Para ajudar, produtores locais se mobilizaram para coletar recursos para comprar ração para os animais, que não podem mais contar com o pasto. A equipe do Inta (Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola) trabalha para identificar os bichos e planejar sua alimentação.

Fonte: Folha de S. Paulo

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