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Queda do desmatamento em biomas é confirmada pelo INPE

13/01/2026

Houve queda na perda de cobertura de vegetação nativa em quase todos os biomas do país ao longo de 2024. A informação, que já havia sido divulgada, foi confirmada pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) após a consolidação dos dados do sistema de Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (PRODES).
O INPE salienta que, embora se refiram ao ano de 2024, os dados integram a série histórica oficial do PRODES e são fundamentais para a análise de tendências de médio e longo prazo do desmatamento no Brasil. Essas informações complementam os resultados mais recentes já divulgados para anos posteriores e subsidiam a avaliação contínua da efetividade de políticas públicas ambientais.
Zerar o desmatamento é fundamental para enfrentar a crise climática no Brasil e no mundo. As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024, por exemplo, devido sobretudo ao controle do desmatamento no país. Mas ainda há muito por fazer.
“A ciência, conforme demonstrado no Pavilhão de Ciência Planetária, na COP30, indica que diversos biomas brasileiros — como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga e o Pantanal — estão próximos do ponto de não retorno”, alerta o cientista Carlos Nobre. “Perder esses biomas significaria não apenas aumentar as emissões de gases de efeito estufa, principal fonte de emissões no Brasil, mas também comprometer a biodiversidade e a produção de alimentos”, completa.
A porta-voz da Frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Ana Clis Ferreira, ressalta que “é fundamental estabelecer salvaguardas permanentes e institucionalizadas, que não dependam de ciclos ou disposição governamental”.
O Inpe divulgou os dados consolidados com o panorama do desmatamento nos biomas brasileiros monitorados. Na contramão da redução, o bioma Caatinga e Pantanal apresentaram aumento do desmatamento em 2024. Confira abaixo em detalhes:
Em novembro de 2024, os dados do PRODES indicaram que a supressão de vegetação florestal na porção brasileira do bioma Amazônia apresentou redução de 28,09% entre 2023 e 2024. Nas áreas cobertas por vegetação não florestal do bioma Amazônia, o incremento de supressão da vegetação natural em 2024 foi de 554,04 km², o que representa uma redução de 5,27%.
No bioma Cerrado, a queda no mesmo período foi de 25,76%.
No bioma Mata Atlântica, foram mapeados 475,18 km² de supressão de vegetação nativa em 2024, o que corresponde a uma redução de 37,89% em relação a 2023, quando foram registrados 765,17 km². Este foi o menor valor observado na série histórica do PRODES Mata Atlântica, iniciada em 2001.
O bioma Pampa (Campos Sulinos) registrou, em 2024, um incremento de supressão de vegetação nativa de 523,14 km², o que representa uma redução de 20,08%. Assim como na Mata Atlântica, este foi o menor valor registrado desde o início da série histórica.
Em contraste, o bioma Caatinga apresentou aumento de 9,93% da supressão de vegetação nativa em 2024. Já o Pantanal foi o bioma com o maior aumento relativo de supressão em 2024, totalizando 842,44 km², o que representa um crescimento de 16,5% em relação ao valor observado em 2023 (723,13 km²).

Os dados completos estão disponíveis no CicloVivo

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