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Esquecido, o velho Campo de Santana ganha uma esperança

19/11/2019

A chuva fina no feriado de ontem tornava ainda mais melancólico o clima no Campo de Santana. Nada fazia lembrar que a área verde no coração da cidade foi o palco dos principais acontecimentos do dia 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca gritou “viva a República!”, extinguindo a monarquia. O alento é que esse cenário, com ar de abandono, deverá ter outro aspecto na próxima semana, quando receberá a LER — Salão Carioca do Livro , entre os dias 20 e 24 deste mês.
Por ora, os sinais do descaso ainda são perceptíveis. Faz dois anos que o principal lago do parque não vê água. Até o monumento em homenagem a Benjamin Constant (que acompanhava Deodoro no ato histórico de 1889) está quase irreconhecível: algumas letras das inscrições em bronze sumiram, e as estátuas se encontram sujas.
Ontem, moradores de rua eram alguns dos poucos frequentadores da área de lazer, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e sob os cuidados da Fundação Parques e Jardins. Mas as mudanças para o evento da próxima semana já tinham começado.
Nos últimos dias, o parque passou por um verdadeiro “banho”, e os serviços de limpeza se repetirão algumas vezes até quarta-feira, quando a LER será aberta. O evento também vai recuperar os lagos — inclusive o maior —, que sofrem com infiltrações, e enchê-los de água limpa. Serão reativados ainda os mais de 20 bebedouros históricos. E a faxina incluirá uma troca de lâmpadas e refletores.
Diretor e idealizador da LER, Jerônimo Vargas adianta que a ideia é ocupar o Campo de Santana além das datas do salão literário, que terá uma programação com 750 atrações, incluindo bate-papos com autores, apresentações musicais e de teatro. Os 35 bancos em formato de livros que serão espalhados pelo parque permanecerão por lá. Outro legado será as minibibliotecas: elas funcionarão em caixas d’água estilizadas por artistas plásticos e receberão livros. Serão oito no total, e a ideia é que após o evento a população se engaje, não só retirando títulos, mas também alimentando essas bibliotecas com doações.
Diretor e idealizador da LER, Jerônimo Vargas adianta que a ideia é ocupar o Campo de Santana além das datas do salão literário, que terá uma programação com 750 atrações, incluindo bate-papos com autores, apresentações musicais e de teatro. Os 35 bancos em formato de livros que serão espalhados pelo parque permanecerão por lá. Outro legado será as minibibliotecas: elas funcionarão em caixas d’água estilizadas por artistas plásticos e receberão livros. Serão oito no total, e a ideia é que após o evento a população se engaje, não só retirando títulos, mas também alimentando essas bibliotecas com doações.
— O motivo principal de a gente fazer o evento no Campo de Santana é dar um recado de que este lugar precisa ter outro olhar das autoridades. No período de planejamento do evento, percebemos que as pessoas passam por aqui correndo, com medo — afirma Jerônimo. — O maior legado da LER será chamar a atenção da população para um espaço incrível.
Para ele, o parque tem potencial de virar o maior espaço público de leitura do país. E isso entre uma diversidade de animais, obras de arte e paisagismo assinado pelo francês Auguste François Marie Glaziou.
Sobre o abandono no parque, a Fundação Parques e Jardins diz que obras de restauração precisam de aprovação dos órgãos de tombamento, “o que demanda mais tempo e recursos” da prefeitura. Em relação ao monumento a Benjamin Constant, a Gerência de Monumentos e Chafarizes afirma que faz o levantamento orçamentário para a restauração da peça.

Fonte: O Globo

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