UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Mortandade de peixes e coloração da água do Tietê preocupam no interior de SP

14/05/2019

Em parte do interior paulista, o Rio Tietê está ficando irreconhecível.
Mais de 40 toneladas de peixes mortos. A produção que fica no Rio Tietê, em Sales, no interior paulista, estava prontinha para o abate. Mas, de repente, a água ficou verde e com cheiro forte, e o trabalho de uma vida inteira virou prejuízo de mais de R$ 1 milhão.
“É muito triste né, porque é muitos anos de serviço, de trabalho. Foi tudo embora”, diz o piscicultor Walter Cícere.
Técnicos da Cetesb, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, disseram que, além da produção da piscicultura, mais 30 toneladas de peixes morreram ao longo do rio. Eles recolheram amostras da água para descobrir o que causou a mortandade, mas o resultado ainda não saiu.
Desde o fim de 2018, a coloração da água do Tietê vem sendo questionada, no interior paulista. Especialistas afirmam que microalgas estão se proliferando além do normal.
“O que você está vendo são os peixes mortos. Mas não morrem só peixes, morre toda uma cadeia abaixo dos peixes, que são outros micro-organismos, pequenos crustáceos, pequenos moluscos que são alimentos dos peixes”, explica o biólogo Arif Cais.
Nem as aves que costumam ficar às margens do rio em busca de alimento estão querendo se molhar. O Tietê, que em grande parte do interior de São Paulo é limpo e cheio de vida, está se transformando. A água de cor estranha e o cheiro forte estão preocupando quem mora perto do rio.
“Antes, a gente olhava aquela água branquinha, cristalina. Vinham os peixinhos nadando. Agora para você vê essa água avermelhada, lá no fundo do estaleiro está até mais e você não vê nem os peixinhos, nem camarão, não tem nada”, conta José Aparecido dos Santos.
O Rio Tietê corta todo o estado de São Paulo. São 1.150 km de extensão. Na capital, ele é morto, mas no noroeste paulista sempre atraiu turistas por causa da beleza. Nessa época, era para o rio estar cheio, mas os visitantes desapareceram.
Quem mais está sofrendo com essa situação são os pescadores profissionais que dependem do rio para garantir o sustento da família. Ultimamente, eles estão voltando para casa, com as redes vazias.
“Essa mortandade que teve, não tem não mais peixe no rio. Está muito difícil pegar peixe”, conta o pescador Nilson Rosa.
Já faz dias que não entra um cliente na loja do José Roberto Celoto, que está em uma tristeza só: “Muito peixe morrendo, muita tragédia acontecendo no nosso rio. É lamentável, é de emocionar, é de, realmente, a gente ficar muito triste”.

Fonte: G1 / Jornal Nacional

Novidades

Documentário mostra a relação entre natureza e caos urbano no Rio de Janeiro

18/07/2019

Se você, caro leitor, mora na cidade do Rio de Janeiro, certamente já ouviu a expressão: “O Rio não ...

Tartaruga marinha é resgatada por bombeiros no Arpoador

18/07/2019

Uma tartaruga marinha foi resgatada no início da tarde desta quarta-feira, na praia do Arpoador. Gua...

32 tartarugas marinhas são achadas mortas em praias de Pernambuco

18/07/2019

A ONG Onda Limpa para Gerações Futuras contabilizou 32 tartarugas marinhas verdes mortas em apenas 4...

Menino acha fóssil de réptil gigante de 8 milhões de anos no AC: ‘achei que era um dinossauro’

18/07/2019

O pequeno Robson Cavalcante, de 11 anos, ficou surpreso ao encontrar um fóssil de um réptil pré-hist...

Entenda como funciona e para que serve a cobrança de taxas turísticas em Noronha e outras áreas protegidas do Brasil

18/07/2019

Fernando de Noronha recebeu um número recorde de 100 mil turistas em 2018, e todos eles tiveram que ...

Ministro diz que vai a Fernando de Noronha vistoriar serviços prestados por concessionária

18/07/2019

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou nesta terça-feira (16) que vai a Fernando de N...