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Pesquisadores do Museu Nacional recebem bolsa emergencial de R$ 2,5 milhões da Faperj para novos projetos

14/03/2019

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) entregou, nesta quarta-feira, bolsas de pesquisa de R$ 2,5 milhões para 72 pesquisadores do Museu Nacional. Boa parte do valor será utilizado em projetos diretamente ligados à recuperação do acervo da insituição, um dos mais ricos do país, estimado em 20 milhões de objetos, parcial ou totalmente destruídos no incêndio que atingiu as estruturas da instituição, em novembro, na Quinta da Boa vista. Outro aporte semelhante, da Capes, é esperado, mas ainda sem data fechada.
Diversos pesquisadores buscam analisar e classificar o material perdido. O projeto da zoóloga Gabriela Martins, por exemplo, terá como objeto a reconstrução da coleção entomológica (área da biologia que estuda insetos) do Museu Nacional, largamente consumida pelas chamas, mas não inteiramente destruída. Já a pesquisa da astrônoma Maria Zucolotto pretende recuperar e identificar os itens que pertenciam ao acervo de meteoritos da instituição.
Divididas entre os pesquisadores, cada um deles receberá R$ 3 mil mensais para dar continuidade às suas pesquisas. A ideia é que se recupera, assim, o fluxo de conhecimento produzido pela instituição, ainda que as estruturas físicas do Museu estejam inutilizáveis — com exceção de um anexo também localizado na Quinta da Boa Vista.
— Ainda estamos com dificuldades para reerguer tudo o que a instituição representa, mas não podemos interromper sua capacidade de gerar conhecimento. Por isso agradeço esse apoio de emergência — disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner
O diretor também afirmou que será preciso investir cerca de R$ 300 milhões para a total reconstrução das estruturas do Museu. E expectativa é a de que este valor venha do Ministério da Educação, do governo do Estado e de outros parceiros da insituição, como a Unesco e o governo Alemão.
— No dia do incêndio, os hidrantes não funcionaram, o que só piorou a tragédia. Precisamos recuperar os hidrantes. E de mais segurança nas cercanias do Museu. E que outras verbas já aprovadas para a recuperação do Museu sejam enfim liberadas — disse Kellner.
De acordo com Roberto Leher, reitor da UFRJ, ao qual o Museu está subordinado, os esforços de recuperação da instituição estão divididos em três linhas principais. A primeira delas, que deve levar mais tempo, é a reconstrução da edificação do Palácio São Cristóvão, em que funcionava a maior parte da instituição. Depois, a estratégia é manter a realização das pesquisas em um anexo e, por fim, garantir a infraestrutura cotidiana de pesquisas, para que os trabalhos acadêmicos possam seguir.
Atualmente, o Museu conta com o restante da verba emergencial entregue pelo MEC para finalizar uma obra que fechará o telhado. Pesquisadores que tiveram suas salas e laboratórios atingidos pelo incêndio estão dividindo estruturas com outros membros da instituição. As aulas estão acontecendo, mas de forma ainda precária — há falta de salas de aula.
A procura por peças do acervo em meio aos escombros ainda continua e, segundo Kellner, já foi possível recuperar “muito mais que se imaginava”. Além disso, ainda de acordo com o diretor, conversas com a Unesco já foram iniciadas para que uma equipe de gerenciamento possa ser contratada, com o intuito de definir um projeto final de reconstrução do palácio. Após a construção do novo telhado, o intuito é focar na fachada do prédio, pelo qual licitações já estão sendo previstas, o que o diretor pretende começar ainda neste ano.
O plano agora é abrir um dos anexos da instituição, o Horto Botânico, também na Quinta da Boa Vista, para visitação ainda este ano, com o intuito de recuperar o interesse no Museu Nacional, principalmente via público infantil, e mostrar que ele “continua vivo”, completa o diretor.

Fonte: O Globo

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