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Rio registra casos de gripe H3N2, que pode ser perigosa para crianças e idosos

12/04/2018

Um vírus que castigou os Estados Unidos no início do ano, causando 47 mil casos confirmados de gripe — mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado — chegou ao Brasil e já é responsável pela maior parte das mortes pela doença por aqui.
Segundo o último informe epidemiológico do Ministério da Saúde, já são 13 os estados brasileiros que registraram 57 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo Influenza A H3N2, resultando em dez mortes este ano. No Rio de Janeiro, são 11 casos e um óbito notificados, segundo dados da Secretaria estadual de Saúde.
A prevenção contra o vírus que, no Hemisfério Norte, foi associado a um maior número de hospitalizações e óbitos especialmente em idosos, crianças e doentes crônicos, está na vacina que, em duas semanas, começa a ser aplicada nos postos de saúde. A previsão é que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe aconteça entre 23 de abril e 1º de junho, sendo 12 de maio, o dia de mobilização nacional (Dia D).
De acordo com o clínico e cardiologista José Geraldo Moreira, que tem acompanhado casos de gripe H3N2 em hospitais privados do Rio, para saber o vírus envolvido no quadro respiratório é preciso realizar um exame que custa cerca de R$ 3 mil:
"A maioria dos doentes não faz o marcador de painel viral. Há vários casos (de H3N2) nos hospitais privados do Rio. Nesse último mês, pude ver várias internações de idosos" disse o médico, acrescentando que costuma visitar pacientes nos hospitais Copa Star, da Rede D´Or, Samaritano e São Vicente.
Os sintomas da gripe H3N2 são coriza, febre, dor no corpo. Mas o quadro pode ser agressivo em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
"É algo agressivo, o paciente não fica bem e acaba indo para o hospital. Os idosos costumam ficar muito prostrados e gravemente doentes" diz Moreira.
O infectologista Celso Freitas também confirma os casos de gripe mais fortes causados pelo H3N2, mas descarta a necessidade de pânico:
"Não é preciso ficar desesperado, mas não se deve ignorar. Não é uma gripe suína. E está cedo para dizer se a epidemia que atingiu os Estados Unidos se repetirá aqui."
Freitas, que é gerente médico de vacinas do laboratório farmacêutico GSK, explica que os vírus que circulam no inverno no Hemisfério Norte costumam surgir no Brasil entre junho e julho, inverno no Hemisfério Sul.
"Todo ano, uma nova vacina é feita para se adequar ao que se espera que vá acontecer no país. Por isso, a vacinação é a principal forma de prevenir a gripe. Além disso, é bom evitar locais fechados e sempre higienizar as mãos."

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