
10/09/2026
A Amazônia ocupa quase metade do território brasileiro, mas conhecer o bioma ainda é uma realidade distante para brasileiros e brasileiras. Para quem ainda não conhece a nossa floresta e toda a sua diversidade social e ecológica, a dica é começar as descobertas pela capital do Amazonas, Manaus. Foi essa a proposta da Academia Amazônia Ensina e da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Com patrocínio do Itaú, a Expedição Amazônia: Conhecer para Comunicar reuniu um grupo de comunicadoras de diferentes perfis para um verdadeiro mergulho na natureza, na história, nos desafios e nas soluções que se misturam na complexidade amazônica.
Entre as diversas atividades desenvolvidas ao longo de 3 semanas, a visitas aos museus da região são uma opção acessível e encantadora. Para começar, o Museu da Amazônia, conhecido como MUSA, garante uma imersão na floresta em meio à área metropolitana de Manaus.
MUSA – Museu da Amazônia
Um espaço vivo onde ciência, cultura e natureza se misturam nos 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke. A área abriga uma floresta de terra firme nativa, estudada há décadas pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Fotos de indígenas são parte de uma exposição que se estende ao longo de uma trilha entre árvores centenárias. Um aquário mostra peixes da bacia amazônica para visitantes que encontram em um lago próximos as famosas vitórias régias e uma simpática mamãe jacaré com seus filhotes. No meio da floresta, uma exposição qiue traz artesanato das comunidades ribeirinhas e quadros com diferentes espécies e seus nomes, científicos e nos idiomas dos povos originários.
Borboletário, serpentário, casa dos aracnídeos. Tudo em meio à floresta preservada, com seus sons e encantos. E, para aproveitar tudo isso, o MUSA conta com uma equipe de guias altamente capacitados, que recebem quem passa por lá com simpatia e um mundo de informação. O guia da Expedição Amazônia: Conhecer para Comunicar foi Thiago Carvalho, zoólogo que e atua no Museu da Amazônia com pesquisa, educação ambiental e turismo científico.
Thiago fez mestrado em Zoologia pela Universidade Federal do Amazonas, estudando a biogeografia de ilhas fluviais amazônicas a partir das aranhas. No MUSA, coordena a exposição Aracnídeos Amazônicos e conseguiu substituir o medo pela curiosidade na observação de aranhas e escorpiões.
Foi ele que acompanhou o grupo para um dos principais atrativos do MUSA: a torre de observação de cerca de 45 metros em que é possível observar a floresta amazônica e contemplar o pôr-do-sol por cima da copa das árvores. A subida e a descida são cansativas, mas a paisagem vale o esforço. Para quem tem mais dificuldade de locomoção ou prefere fazer o trajeto mais devagar, a dica é começar a subir com antecedência para garantir o pôr-do-sol lá de cima.
Veja quais os outros dois museus acessando o CicloVivo
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