
01/09/2026
O Estado do Rio de Janeiro fiscalizou 168 alertas de desmatamento durante a Operação Mata Atlântica em Pé 2026. As equipes vistoriaram 314,01 hectares em 64 municípios e aplicaram mais de R$ 800 mil em multas por retirada ilegal de vegetação.
O balanço divulgado pelo estado também registra 225 medidas administrativas. A ação reuniu a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Ministério Público e prefeituras fluminenses.
Realizada durante o mês de agosto, a operação fez parte de uma mobilização nacional nos 17 estados que possuem áreas de Mata Atlântica.
Dos 168 alertas atendidos no Rio, 33 foram analisados apenas de forma remota. Outros 62 passaram por fiscalização em campo, enquanto 73 tiveram análise por satélite e vistoria presencial.
O uso das duas formas de fiscalização permitiu selecionar as áreas que precisavam da presença dos agentes. Os demais casos puderam ser verificados com imagens e informações obtidas de forma remota.
Em 2025, a operação havia atendido 36 alertas de desmatamento em 14 municípios, com 101,43 hectares fiscalizados. Naquele ano, uma das etapas da Operação Mata Atlântica em Pé embargou uma área de 21 hectares em São José de Ubá.
O número de alertas atendidos cresceu 366,7% em 2026. A quantidade de municípios alcançados pela fiscalização aumentou 357,1%, enquanto a área vistoriada teve alta de 209,6%.
Parte dos alvos foi identificada por meio de alertas da plataforma MapBiomas, encaminhados pelo Ministério Público à Coordenadoria de Gestão do Território da Seas.
Os dados foram analisados pela Gerência de Gestão do Território do Inea. Ao todo, o Ministério Público encaminhou 81 polígonos com sinais de desmatamento para fiscalização.
A operação também usou informações do Programa Olho no Verde, que completa dez anos em 2026. O sistema monitora áreas de vegetação por satélite e emite alertas sobre possíveis cortes ilegais.
Com esses dados, o estado incluiu novos alvos além dos encaminhados inicialmente pelo Ministério Público. As informações ajudaram a direcionar as equipes para áreas com indícios de retirada de vegetação em diferentes regiões fluminenses.
Segundo o balanço, mais de 60 horas foram dedicadas à preparação, execução e consolidação da operação. O trabalho incluiu nove horas de análise dos alertas enviados pelo Ministério Público e 11 horas de triagem dos casos identificados por outras fontes.
Também foram realizadas oito horas de reuniões com representantes municipais, três horas de atividades em sala de operação e cinco horas de capacitação para o uso do formulário Survey123 e para os procedimentos de fiscalização.
Outras 23 horas foram destinadas à análise dos resultados, à consolidação das informações e à elaboração do relatório final.
Fonte: Diário do Rio
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