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Startup de bioingredientes vai conectar Amazônia e mercado global

02/07/2026

Em junho, mês do Meio Ambiente, a Natura anunciou o lançamento de uma uma startup de Corporate Venture Building dedicada à comercialização de bioingredientes da Amazônia. De forma inédita, a uma da Natura Ingredientes vai abrir para outras indústrias a cadeia de suprimentos que a empresa consolidou na floresta ao longo de 25 anos, escalando e fortalecendo um modelo de fornecimento de insumos com rastreabilidade integral.
Com seu novo negócio, a companhia alavanca ativos já consolidados em seus produtos para usos diversos, garantindo segurança e escala para indústrias como alimentos, farma e cosméticos, ao mesmo tempo em que amplia a resiliência de suas cadeias de suprimento em simbiose com seu próprio modelo de negócios.
“A Natura Ingredientes é uma startup que opera no formato B2B e representa não só uma inovação, mas uma aceleradora da resiliência e do impacto social e ambiental que já geramos hoje. Fortalecemos nossas cadeias sustentáveis ao mesmo tempo em que facilitamos o acesso de empresas que querem estabelecer sua produção na Amazônia, mas não têm o conhecimento e a estrutura para tanto”, explica José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura.
A startup foi incubada alicerçada na operação da Natura na Amazônia, utilizando a expertise da Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade (GRAS) da companhia. O GRAS atua há mais de duas décadas nos territórios da região, estabelecendo cadeias produtivas, pesquisa e desenvolvimento em parceria com comunidades locais.
O objetivo da Natura Ingredientes é conectar o que já é produzido, além de potenciais novos bioativos, a uma demanda global, mantendo rastreabilidade total, segurança de fornecimento, manejo sustentável e padronização dos ativos.
A abertura para o mercado externo ocorre sem prejuízo ao suprimento interno da Natura, que permanece garantido por meio de estudos técnicos, investimentos e um planejamento estratégico de safra junto às comunidades locais. Com isso, tanto a empresa quanto os produtores parceiros se beneficiam do ganho de escala, do aumento do valor agregado na base da cadeia e da maior resiliência geral do modelo de negócios.
O lançamento conecta outras indústrias a uma relação de confiança construída pela Natura. Em 2025, 13,1% das matérias-primas utilizadas pela Natura foram originadas na região amazônica, sendo 43 comunidades no Brasil e mais de 11 mil famílias em cadeias de biocomércio ético na Pan-Amazônia, que asseguram a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta na região. Somente no ano passado, os investimentos diretos da empresa nas comunidades fornecedoras em toda a região pan-amazônica alcançaram R$ 62,39 milhões, um crescimento de 29% em relação ao período anterior, refletindo o fortalecimento contínuo dessas cadeias produtivas.
Em 2014, a Natura se tornou a primeira empresa a obter a certificação internacional UEBT para a linha Ekos, que atesta o rigor do biocomércio ético — do manejo à entrega industrial. Hoje, todas as suas cadeias amazônicas possuem a certificação UEBT.
A startup, que iniciou uma operação piloto há seis meses, já possui acordos assinados para entrega em 2026 com marcas como a empresa britânica de cosméticos LUSH e a empresa de alimentos brasileira Mahta.
O portfólio da Natura Ingredientes já nasce com mais de 20 espécies da sociobiodiversidade, todas já utilizadas nos produtos cosméticos da Natura, traduzindo o potencial biológico da Amazônia em ativos de alta funcionalidade. Entre os destaques estão óleos e manteigas de performance superior, como Andiroba, Tucumã, Castanha-do-Pará e Murumuru, além de ativos olfativos raros como a Priprioca e o Ishpink.
A Natura Ingredientes também contribui para acelerar os compromissos socioambientais da companhia, como quadruplicar a aquisição de insumos da Amazônia até 2030, além de contribuir para a meta de substituir por ativos de origem amazônica todas as matérias-primas passíveis de troca em processos produtivos.
A nova startup se soma a outras iniciativas estratégicas da empresa que reforçam a resiliência do modelo de negócios da companhia e de suas cadeias de suprimentos. Ao expandir o mercado para esses ativos, a empresa mitiga riscos operacionais e otimiza o processo logístico na região, fortalecendo seu core business. A iniciativa fomenta o uso em escala de ingredientes naturais e éticos, provando que a inovação industrial pode e deve caminhar junto com a preservação da floresta e o fortalecimento socioeconômico local.

Fonte: CicloVivo

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