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França tem dia mais quente desde 1947, e Torre Eiffel e Louvre fecham mais cedo devido ao calor

25/06/2026

A França teve nesta terça-feira (23) o seu dia mais quente desde 1947. A onda de calor alterou a rotina no país, causando a suspensão de aulas e fazendo a Torre Eiffel e o Louvre fecharem mais cedo para visitação. As altas temperaturas se repetem em outros países europeus, a exemplo de Espanha, Bélgica, Itália e Reino Unido.
Para a Federação Internacional da Cruz Vermelha, as temperaturas extremas podem "virar rapidamente uma questão de vida ou morte" na Europa. Só na França ao menos 45 óbitos foram associados ao calor desde a última quinta-feira (18). Houve outros cinco na Alemanha.
Nesta terça-feira, a temperatura média no território francês ficou em 29,8°C, o maior valor desde o início das medições, em 1947, segundo o serviço meteorológico Météo France.
Às 17h do horário local, o Índice Térmico Nacional, que calcula a média das leituras de 30 estações meteorológicas, indicava provisoriamente uma temperatura 0,4°C acima do recorde anterior, estabelecido em 25 de julho de 2019 e em 5 de agosto de 2003.
Na madrugada desta terça, a média foi de 21,6°C, também a mais alta desde 1947 para o período.
Diversas localidades no oeste francês bateram seus recordes locais de temperatura máxima, entre as quais Bordeaux (42,1°C), Rennes (41,3°C) e Cazaux (43,4°C).
"Condições semelhantes são esperadas durante o fim de semana, com máximas em torno de 40°C a 42°C e mínimas muito altas" em todo o país, observou o serviço meteorológico nacional.
Nesta terça-feira, a Torre Eiffel encurtou o horário de visitação devido ao calor, com fechamento às 16h em vez de à 0h45, no horário local. Nesta quarta-feira (24), é muito provável que o monumento também encerre suas atividades antes do horário habitual, segundo a empresa Sete.
A administração do Louvre anunciou que o museu antecipará em duas horas o seu fechamento a partir desta quarta-feira até o próximo sábado (27).
Outros museus, principalmente em Lyon (centro) e Nantes (oeste), decidiram oferecer entrada gratuita para que as pessoas possam se refrescar em ambientes fechados.
A usina nuclear de Golfech, perto de Toulouse, desligou um reator porque a água captada do rio Garonne para resfriamento ficou quente demais. O nível considerado seguro é de 28°C.
O país acumula ao menos 40 óbitos por afogamento desde a última quinta-feira, sobretudo de jovens. Outras cinco mortes, de duas crianças e três idosos, foram igualmente associadas ao calor extremo.
O governo francês disse que 8.000 escolas tiveram seu funcionamento afetado pelo calor nesta terça-feira. Dessas, 1.800 fecharam.
Funcionários de uma unidade da montadora Stellantis próxima à cidade francesa de Mulhouse disseram que terminariam seus turnos mais cedo, a partir desta terça até domingo, em protesto contra as condições de trabalho nesses dias quentes.
Uma parte do sul do Reino Unido se encontra em alerta vermelho e o recorde de 35,6°C para um mês de junho, registrado em Southampton em 1976, pode até ser superado, de acordo com o órgão britânico Met Office.
Na Inglaterra, dezenas de escolas informaram que fechariam mais cedo nesta terça-feira e permaneceriam com as atividades suspensas por mais dois dias.
"A maioria dos nossos prédios não pode ser resfriada adequadamente e há pouca sombra do lado de fora", anunciou uma escola no condado de Buckinghamshire, no sudeste do país.
Outro país em alerta é a Espanha, especialmente áreas da Andaluzia, do País Basco e da Cantábria.
A Itália declarou nesta terça-feira o nível máximo de alerta por calor em 15 cidades, entre as quais Roma e Milão. Esse número deve aumentar para 16 nesta quarta-feira.
O calor extremo também tem preocupado a Bélgica, onde escolas reduziram o tempo das aulas e o Atomium fechará mais cedo para visitação, e a Alemanha, na qual houve cinco mortes por afogamento no fim de semana.
O serviço meteorológico da Polônia emitiu alertas de calor de alto nível para a parte ocidental do país de quinta a sábado. As temperaturas podem quebrar o recorde de 40,2°C estabelecido em 1921.
O popular litoral da Croácia no mar Adriático foi colocado em alerta vermelho para sexta e sábado.
A Hungria disse que elevará o alerta para o nível máximo de sábado até a próxima terça (30).

Fonte: Folha de S. Paulo

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