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Ilhas no Paraná são abastecidas com energia solar

28/05/2026

Com dimensões continentais e regiões de difícil acesso, o Brasil enfrenta obstáculos logísticos e econômicos para garantir abastecimento energético contínuo em áreas afastadas dos grandes centros urbanos. No Paraná, esse desafio vem sendo enfrentado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia) com a instalação de sistemas de geração de energia solar em ilhas do litoral.
Casas e estabelecimentos comerciais estão ganhando paineis solares e baterias de lítio, com autonomia de até 48 horas, para armazenamento da energia gerada durante o dia. A estrutura garante consumo mínimo de 80 kWh por mês, podendo alcançar até 128 kWh/mês em períodos de maior incidência solar.
A iniciativa atende comunidades com perfis diversos. Recentemente, foram instalados equipamentos solares na Ilha do Mel, na aldeia indígena Pindoty (Ilha da Cotinga), ambos em Paranaguá, além de nove comunidades tradicionais do Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba.
Para o aquecimento de chuveiro, a Copel ainda pretende instalar sistemas de aquecimento de água com boiler. Tal equipamento é independente das placas solares e utiliza a energia do sol para aquecer a água por meio de coletores, armazenando-a em um reservatório térmico para uso quando necessário.
A ação de levar energia solar para as ilhas representa uma mudança significativa na vida das 215 moradias atendidas. Os moradores poderão usar, por exemplo, eletrodomésticos comuns no dia a dia, como máquina de lavar roupa, televisão, ventilador, entre outros objetos.
Na comunidade de Vila Fátima, em Guaraqueçaba, a professora aposentada Isolina Dias Mendonça destaca o impacto da energia limpa no cotidiano. “Para nós, isso é emocionante. Isso vai suprir as necessidades da comunidade”, afirma. Segundo ela, a chegada da energia solar permite substituir o lampião a gás e facilita atividades simples do dia a dia, como carregar o telefone celular.
Já o pescador Hamilton Amorim Lopes considera a instalação dos sistemas um avanço muito aguardado. “Esperávamos por isso há anos. A gente usava lâmpada com bateria de carro, mas a carga durava pouco. Agora podemos ligar televisão, geladeira, ventilador”, comemora.
Além de ampliar o acesso à eletricidade, o projeto das ilhas com energia solar leva mais conforto, segurança e qualidade de vida para comunidades tradicionais e indígenas da região. É uma forma de ampliar o acesso à eletricidade em comunidades remotas de forma sustentável e descentralizada.

Fonte: CicloVivo

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