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Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda por que isso é um problema ambiental e o que fazer com o seu

28/04/2026

Todo mundo tem aquela gaveta com coisas que não usa mais, produtos antigos. Com certeza, se você abrir a sua, vai encontrar pilhas, cabos, carregadores, celulares antigos e câmeras. Tudo isso é lixo eletrônico. O país é o quinto maior produtor de resíduos eletrônicos do mundo, gerando 2,4 milhões de toneladas anuais.
Esse é um problema complexo de se resolver. Diferente do lixo comum e até mesmo do lixo reciclável, o lixo eletrônico é composto de muitos materiais diferentes. Para que ele seja reciclado como se deve, é preciso uma minuciosa desmontagem, para destinar cada parte ao local correto.
Hoje, das milhões de toneladas que são produzidas no país, apenas uma pequena parte é encaminhada para esse processo. O país tem uma lei que exige que fabricantes, importadores e varejistas recolham seus produtos. No entanto, ainda há um gargalo enorme.
A "montanha" de resíduos eletrônicos gerada anualmente no país é composta por uma diversidade de itens que vão de pequenos cabos a grandes eletrodomésticos.
O descarte desse tipo de lixo é uma questão complexa. Ele precisa passar por um processo de manufatura reversa. Isso porque os materiais eletrônicos são feitos de plástico, metal, prata, ouro, entre outros itens.

📱 Por exemplo, o celular que está na sua gaveta precisa passar por uma desmontagem para separar materiais como:

📱 Carcaça

Ela é feita de plástico e aço. Para reciclagem é preciso que o revestimento externo seja separado para recicladores de base. O plástico pode ser transformado em matéria-prima para novos produtos, como baldes ou copos, enquanto o aço segue para siderúrgicas.

📱 Tela

O vidro é isolado para ser processado e reinserido na indústria.

📱 Bateria

A bateria de lítio é removida com cuidado para que seus materiais químicos sejam recuperados de forma segura dentro do próprio Brasil.

Ou seja, para que o material possa voltar ao mercado e, assim, gerar menos impacto ambiental, é preciso que seja desmontado e cada parte encaminhada ao destino correto.
O único ciclo que o país ainda não consegue fechar totalmente é o das placas eletrônicas. Por conterem metais preciosos como ouro e prata, essas peças precisam ser exportadas para empresas na Europa ou Ásia que possuem tecnologia para realizar a extração final desses materiais.
A Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos e que atua com a coleta, trabalha para algumas das maiores empresas do mercado como Apple, Samsung, Dell, HP. Em 2025, eles recolheram 12,5 mil toneladas de produtos eletrônicos em todo o país nos postos de coleta.

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