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Produção de carne bovina gera 40% da destruição florestal ligada ao agro; Brasil lidera ranking

26/03/2026

A produção de carne bovina é a principal causa do desmatamento ligado ao agronegócio, respondendo por 40% do total, de acordo com detalhes de um estudo divulgado nesta terça-feira.
O Brasil, o maior exportador mundial de carne bovina e soja, está no topo da lista dos países que mais desmataram florestas para expandir a agricultura, segundo o estudo.
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, estudaram 184 commodities agrícolas em 179 países de 2001 a 2022.
O estudo usou um modelo que combina dados de satélite e estatísticas agrícolas para produzir o que eles descrevem como a pesquisa global mais abrangente sobre o desmatamento ligado à agricultura até o momento.
Depois da carne bovina, os dados mostram que o óleo de palma é responsável por 9% do desmatamento global, a soja por 5%, o milho e o arroz por 4% cada, a mandioca por 3%, o cacau por 2% e o café e a borracha por 1% cada.
Em nível nacional, seguido pela Indonésia com 9%, China e República Democrática do Congo com 6% cada, EUA com 5% e Costa do Marfim com 3%.
No total, 121 milhões de hectares de floresta foram perdidos entre 2001 e 2022, resultando em emissões de 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e).
O estudo observou que as culturas básicas -- milho, arroz e mandioca -- juntas são responsáveis por 11% do desmatamento causado pela agricultura. É mais do que produtos de exportação como cacau, café e borracha combinados, e seu impacto está espalhado por todo o mundo, em vez de se concentrar em regiões específicas.
Martin Persson, um dos pesquisadores por trás do projeto, disse que o problema vai além do comércio, indicando que a ação também é necessária nos países produtores, onde os mercados agrícolas domésticos geram uma perda significativa de florestas.
Embora seja uma importante fonte de gases de efeito estufa, o desmatamento para a agricultura é responsável por apenas cerca de 5% do total de emissões de dióxido de carbono do mundo, segundo o estudo.
Os pesquisadores planejam expandir o modelo para incluir os setores de mineração e energia.

Fonte: g1

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