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Cidades reduzem poluição do ar em até 45%

26/03/2026

Um estudo internacional que avaliou a qualidade do ar em 100 cidades globais revelou que 19 delas conseguiram promover melhorias consistentes na poluição desde 2010. Entre os locais que registraram avanços mais expressivos estão Londres, São Francisco e Hong Kong. Do total, nove cidades ficam na China e em Hong Kong, enquanto as demais estão distribuídas pela Europa, incluindo tanto grandes metrópoles quanto cidades menores.
Nos Estados Unidos, São Francisco se destacou por reduzir simultaneamente dois dos principais poluentes atmosféricos: as partículas finas (PM2,5) e o dióxido de nitrogênio (NO2), conhecido por intensificar problemas respiratórios. As PM2,5 — partículas com apenas 2,5 micrômetros de diâmetro — não possuem um nível considerado seguro e estão associadas, ao longo da vida, a uma série de doenças, desde asma até Alzheimer. “Este relatório mostra que as cidades podem alcançar o que antes era considerado impossível: reduzir a poluição tóxica do ar em 20 a 45% em pouco mais de uma década”, disse Cecilia Vaca Jones, recém-nomeada diretora executiva da Breathe Cities, uma das organizações responsáveis pelo relatório. “Isso não está acontecendo apenas em um canto do mundo; de Varsóvia a Bangkok, as cidades estão provando que temos as ferramentas para resolver essa crise agora mesmo.”
Os resultados foram alcançados por meio de diferentes combinações de políticas públicas e intervenções urbanas. Entre as estratégias adotadas estão a substituição de carros com motores a combustão por veículos elétricos, a ampliação de redes de ciclovias em áreas urbanas congestionadas e a implementação de restrições ao uso de fogões a lenha e à operação de usinas movidas a combustíveis fósseis dentro das cidades. Pequim e Varsóvia foram as localidades que apresentaram as maiores reduções nas concentrações de PM2,5, com quedas superiores a 45%. Já Amsterdã e Roterdã lideraram a diminuição do dióxido de nitrogênio, também com reduções acima de 40%. Em São Francisco, a queda registrada para ambos os poluentes foi de cerca de 20%.
De maneira geral, as cidades europeias tiveram mais sucesso na redução de PM2,5, resultado de políticas focadas na transição energética e no uso de fontes mais limpas. Em contrapartida, centros urbanos chineses e asiáticos apresentaram quedas mais acentuadas de NO2, reflexo de investimentos mais intensos na eletrificação da frota e na substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis.

Fonte: CicloVivo

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