
17/03/2026
A maior planta de biometano do Brasil foi instalada em Paulínia, município do interior de São Paulo, pelo Governo do Estado. A nova usina amplia a capacidade de produção de energia renovável a partir de resíduos urbanos, consolidando mais um passo na busca pela transição energética.
O estado de São Paulo já concentra uma capacidade de produção próxima de 700 mil m³ de biometano por dia, cerca de metade de toda a capacidade nacional. Atualmente, são nove plantas em operação entre as dezenove existentes no país, posicionando São Paulo como o principal polo brasileiro de biometano.
Esse avanço faz parte da estratégia estadual para ampliar a participação de energias renováveis e acelerar a descarbonização da matriz energética.
A cerimônia de inauguração, que ocorreu dia 7 de março, contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas e da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
A unidade inaugurada em Paulínia pertence à empresa OneBio e está instalada em um ecoparque que substitui um antigo aterro sanitário por um complexo ambiental de tecnologia avançada.
A planta produz biometano por meio da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos depositados em aterros sanitários.
Principais características da planta:
🪴 Capacidade nominal: 225 mil m³/dia
🪴 Equivalente a um terço da capacidade instalada em São Paulo
🪴 Volume suficiente para abastecer mais de 1.000 ônibus urbanos
🪴 Produção inicial: 50% da capacidade
🪴 Operação plena prevista para ainda este ano
O projeto integra uma estratégia de economia circular, transformando resíduos urbanos em combustível renovável.
“É mais transição energética, é uma matriz renovável que está chegando a 49% da produção. Do lixo, a gente transforma, gera biogás, gera biometano e faz o quê? Coloca na rede abastece a nossa indústria. E essa é a beleza da gente ter uma economia circular de verdade. É São Paulo na direção certa”, afirma a secretária Natália Resende.
Além de nove plantas de biometano em operação em São Paulo, outras oito unidades estão em processo de autorização pela ANP, o que deve elevar a produção de 700 mil m³/dia para mais de 800 mil m³/dia até dezembro de 2026.
O potencial total estimado de produção no estado é de 6,4 milhões de m³/dia, indicando amplo espaço para crescimento do setor.
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