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Maus-tratos a animais, falta de licenças e poluição do ar: Inea interdita indústria de aves em Barra do Piraí por série de irregularidades

27/01/2026

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) interditou, na segunda-feira, duas unidades de uma indústria de aves localizadas em Barra do Piraí, no Sul Fluminense. Os locais integram um conjunto de oito granjas, pertencentes a Reginaves Indústria e Comércio de Aves (Rica), que operam sem licenciamento ambiental, em desacordo com a legislação vigente, explica o órgão. Outras diversas irregularidades foram verificadas pelos técnicos do Inea. Fotos divulgadas pelo instituto mostram diversas carcaças de aves espalhadas pelo chão em meio a animais vivos, assim como sujeira nos potes onde deveria haver água para os bichos. As multas aplicadas podem ultrapassar R$ 2 milhões. Cerca de 40 pessoas participaram da ação.
Além da licença ambiental, detalha o órgão, a suspensão das atividades deve-se à captação superficial de recursos hídricos não autorizada, à emissão de poluentes atmosféricos decorrentes da queima irregular de resíduos animais, à contaminação do solo por conta de resíduos oleosos provenientes do gerador, aos maus-tratos aos animais, bem como à proliferação de insetos sem controle de vetores, ocasionando riscos à saúde pública e à vizinhança.
A operação faz parte de um processo iniciado pelo Inea em 2025, após o recebimento de reclamações da população sobre o mau odor persistente e a proliferação de insetos, especialmente de moscas, que vinham afetando diretamente a região do entorno.
O Inea destaca que, antes da interdição desta segunda-feira, a Diretoria de Licenciamento Ambiental do órgão fez vistorias técnicas e reuniões com representantes da empresa e emitiu notificações com uma série de exigências que pudessem solucionar os problemas observados. Além disso, foi proposta a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). No entanto, afirma o instituto, essas determinações não foram cumpridas dentro do prazo de 90 dias estabelecido.
— O papel do Inea é garantir que todas as atividades econômicas sejam desenvolvidas de forma regular e sem colocar em risco a saúde da população ou o meio ambiente. A interdição dessas granjas é uma medida necessária diante do descumprimento reiterado das normas e da ausência de providências por parte da empresa. Seguimos trabalhando em prol do estado — afirma o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Com a operação, o número de unidades interditadas da empresa chega a três, incluindo uma granja já fechada anteriormente no município de Rio Claro, no fim do ano passado. Outras unidades continuam sob monitoramento do órgão ambiental.

Questionada pelo GLOBO, a empresa ainda não se pronunciou.

Fonte: Extra On-line

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