
27/01/2026
Determinado a contribuir para o enfrentamento da falta de moradia em sua cidade, um jovem de Ontário projetou um sistema modular de micro casas como alternativa de abrigo. A iniciativa é de Ribal Zebian, de 18 anos, que busca responder ao desafio vivido por cerca de 1.800 pessoas em situação de rua em London, no Canadá.
Ainda muito novo, Zebian já havia demonstrado sua inclinação para a engenharia. Aos 17 anos, construiu uma réplica em escala infantil de um Mercedes Classe G, feita em madeira e com componentes elétricos, posteriormente doada a um museu. Agora, o foco é mais pragmático: o desenvolvimento de abrigos isolados produzidos a partir de moldagem de fibra de vidro de precisão.
O projeto prevê painéis desse material com cavidades funcionais, capazes de serem duplicados rapidamente para formar estruturas modulares maiores ou menores, conforme a necessidade. O teto utiliza núcleos isolantes de plástico PET, responsáveis por sustentar a cobertura e garantir resistência às diferentes condições climáticas ao longo do ano.
Zebian diz pensar não apenas no cenário atual, mas também no futuro. “Estou preocupado com as pessoas que acabarão enfrentando esse problema, certo? Porque os preços das casas estão aumentando cada vez mais”, afirmou o estudante à CTV News.
A partir de maio, ele mesmo — que atualmente frequenta a Western University — pretende morar na casa modular por um período de 12 meses. A experiência permitirá identificar falhas, testar o abrigo em diferentes condições climáticas e compreender, na prática, como o projeto pode ser aperfeiçoado. Zebian acredita que a solução tem potencial para produção em massa e pode contribuir para aliviar o problema da população em situação de rua.
A iniciativa também é vista com bons olhos por aqueles que atuam em prol da moradia popular. “As micro casas são a solução completa? Não, mas fazem parte dela”, disse Gary Brown, defensor de moradias populares em London, novamente à CTV. “Tenho visto várias sendo construídas em outras cidades, e aqui esse movimento está um pouco atrasado”.
Fonte: CicloVivo
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