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Trump volta a questionar aquecimento global após alerta de inverno nos EUA, apesar de evidências científicas

27/01/2026

Após estados norte-americanos decretarem estado de emergência para o potencial destrutivo de uma forte tempestade de inverno que se aproxima dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump questionou mais uma vez a existência do aquecimento global.
"Uma onda de frio recorde deve atingir 40 estados. Raramente vimos algo assim antes. Será que os ambientalistas radicais poderiam explicar — O QUE ACONTECEU COM O AQUECIMENTO GLOBAL???", escreveu na Truth Social.
Essa não é a primeira vez que o líder norte-americano dá declarações negacionistas com relação ao aquecimento global.
➡️Em 2025, por exemplo, em eu discurso na Assembleia Geral da ONU, ele chamou a mudança climática de “a maior farsa já perpetrada contra o mundo”.
Mas, diferentemente do que afirma Trump, especialistas reiteram que as mudanças climáticas são reais e inclusive contribuem para eventos extremos como esse que se aproxima dos EUA (entenda mais abaixo).
O observatório climático da União Europeia, o Copernicus Climate Change Service, confirmou por exemplo que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, com uma temperatura média global de 14,97 °C, valor 1,47 °C acima do nível pré-industrial (1850–1900).
O resultado ficou apenas 0,01 °C abaixo de 2023 e 0,13 °C inferior a 2024, que segue como o ano mais quente da série histórica.
A Nasa, a agência espacial norte-americana, também aponta que a Terra esteve cerca de 1,47 °C mais quente em 2024 em relação ao final do século XIX.
Pesquisas científicas mostram ainda que mais de 99% dos especialistas em clima concordam que o aquecimento global é provocado pela ação humana.
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), esse processo é “inequívoco” e não tem precedentes em milhares de anos.
Entre as evidências estão o derretimento acelerado de geleiras, a redução histórica do gelo no Ártico e a elevação do nível do mar em ritmo cada vez mais rápido.
Além disso, as concentrações de dióxido de carbono (CO₂) chegaram a 422,5 partes por milhão em 2024 — 52% acima dos níveis da era pré-industrial.
As emissões globais de combustíveis fósseis também bateram recorde, alcançando 37,4 bilhões de toneladas no último ano.
Aliado a isso, especialistas também alertam que os impactos da crise já são visíveis em diversas partes do mundo.
Mais de 3 bilhões de pessoas vivem em áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas, segundo a ONU, e metade da população mundial enfrenta escassez severa de água por ao menos um mês por ano.
Eventos extremos, como ondas de calor, tempestades e secas, também vêm se tornando mais frequentes e intensos.

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