UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
A cada US$ 1 investido na proteção da natureza, mundo gasta US$ 30 na sua destruição

27/01/2026

Quando o assunto são investimentos sustentáveis, o mundo está no vermelho. Um relatório publicado nesta quinta-feira (22) aponta que a cada US$ 1 investido na proteção da natureza ao redor do globo, outros US$ 30 são gastos na sua devastação.
O dado considera as finanças públicas e privadas globais e é o principal achado de uma análise dos índices de 2023 feita pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
O levantamento concluiu que US$ 7,3 trilhões em fluxos de financiamento foram prejudiciais à natureza —sendo US$ 4,9 trilhões provenientes de fontes privadas e US$ 2,4 trilhões em subsídios públicos ambientalmente nocivos.
Apenas US$ 220 bilhões (o equivalente a 3% do total investido em setores destrutivos) foram destinados ao financiamento de soluções baseadas na natureza (SbN), como são chamadas ações para proteger, restaurar e usar de forma sustentável os ecossistemas. Deste total, 90% (US$ 197 bilhões) são provenientes de fontes públicas.
"Quando seguimos o dinheiro, vemos o tamanho do desafio que temos pela frente. Podemos investir na destruição da natureza ou impulsionar sua recuperação —não há meio-termo", afirma a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, em comunicado.
"Enquanto o financiamento para soluções baseadas na natureza avança lentamente, investimentos e subsídios prejudiciais disparam. Este relatório oferece aos líderes um roteiro claro para reverter essa tendência e trabalhar com a natureza, não contra ela."
Segundo o Pnuma, os investimentos em iniciativas focadas no meio ambiente deveriam crescer 2,5 vezes, chegando a US$ 571 bilhões por ano até 2030, para que sejam cumpridas as metas do mais recente tratado da ONU para biodiversidade. Pode parecer muito, mas o valor representa apenas 0,5% do PIB global em 2024.
Até a metade do século, a projeção do órgão é que esse valor precise atingir US$ 771 bilhões anuais.
Para isso, a agência da ONU defende uma "grande virada da natureza": não apenas proteger e restaurar o meio ambiente, mas fazer isso redirecionando os trilhões de dólares que financiam a degradação da natureza para iniciativas verdes.
Isso se daria, segundo o Pnuma, incorporando soluções baseadas na natureza em todos os setores-chave da economia e da sociedade.
"[Essa virada] requer uma mudança de perspectiva para enxergar a natureza como um ativo que pode melhorar o bem-estar humano em áreas urbanas, industriais e rurais, identificando oportunidades econômicas para aplicar soluções baseadas na natureza, bem como criando incentivos econômicos para a transição de fluxos de capital negativos para a natureza", diz o relatório.

Termine de ler esta reportagem clicando na Folha de S. Paulo

Novidades

Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño

24/09/2026

Um manto colorido e incomum de flores cobre o deserto do Atacama, um dos lugares mais áridos da Terr...

Pesquisadores usam fezes humanas para criar concreto mais resistente

24/09/2026

O concreto é um dos grandes vilões do aquecimento global: o setor da construção é responsável pela e...

Super El Niño pode matar mais de 450 mil pessoas ao redor do mundo, dizem cientistas, e o Brasil será quinto país mais atingido

24/09/2026

Cientistas de universidades americanas especialistas em clima dizem que mais de 450 mil pessoas pode...

Adoção de energia renovável precisa dobrar para atingir meta de 2030, diz relatório

24/09/2026

A implantação global de energias renováveis precisa mais que dobrar para atingir a meta climática es...