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Melhores métodos de adaptação climática são surpreendentemente simples, aponta estudo

06/01/2026

À medida que os efeitos de um planeta mais quente acumulam mais danos e problemas de saúde para pessoas em regiões expostas, a conversa sobre mudanças climáticas está mudando de como contê-las para como se adaptar a elas.
Um novo relatório que avaliou ferramentas de adaptação em todo o mundo descobriu que as mais eficazes são surpreendentemente simples, incluindo ventiladores e diques marítimos —elevações que podem ser feitas de pedra ou terra.
"Estas são tecnologias que o mundo tem implantado por séculos ou milênios", disse Mekala Krishnan, sócia do McKinsey Global Institute e coautora do relatório. "Estamos fazendo isso há algum tempo, então essa é a boa notícia."
O estudo, que inclui soluções para calor extremo, inundações, incêndios florestais e secas, contribui para a conversa crescente sobre adaptação.
O bilionário filantropo Bill Gates recentemente pediu que o mundo vire a chave para o financiamento de métodos de adaptação, e sua fundação anunciou em novembro que vai doar US$ 1,4 bilhão para expandir o acesso a inovações que ajudem agricultores na África e Ásia a se tornarem mais resilientes. E a COP30, cúpula climática das Nações Unidas, terminou com um novo acordo para triplicar o financiamento para medidas de adaptação para US$ 120 bilhões por ano até 2035.
Mas mais pesquisas precisam ser feitas sobre adaptação, que tem sido muito menos estudada do que as tecnologias de redução de emissões, disse Krishnan. O relatório da McKinsey mapeou 20 ferramentas que ajudam comunidades a resistir aos efeitos das mudanças climáticas, comparando o custo médio das ferramentas e sua eficácia na redução de danos.
Por exemplo, os pesquisadores descobriram que os ventiladores não são suficientes nas regiões mais quentes, mas ainda reduzem o risco de calor e são muito mais baratos de instalar e operar do que os aparelhos de ar condicionado. O plantio de árvores nas cidades, por outro lado, é menos custo-efetivo e oferece menos proteção do que ventiladores ou ar-condicionado.
Quando se trata de proteção contra inundações, os benefícios dos diques marítimos e barragens superam seus custos de cinco a dez vezes e são de 90% a 100% eficazes na redução de danos por inundações. Entre os dois, os diques marítimos são muito mais baratos de construir e manter.
Bacias de detenção —conhecidas popularmente como "piscinões", para armazenar o escoamento de águas pluviais— são tão protetoras quanto diques marítimos e barragens, mas são menos eficientes em termos de custo.
Este tipo de comparação ajuda a mostrar que a adaptação é frequentemente um bom investimento para áreas afetadas, especialmente aquelas mais vulneráveis às mudanças climáticas, que geralmente estão entre as regiões mais pobres do mundo, segundo Krishnan.
Mais de 90% das pessoas em áreas dos EUA expostas ao estresse térmico têm acesso a ar-condicionado. Na África Subsaariana e em partes em desenvolvimento da Ásia, o percentual é de cerca de 3% e 11%, respectivamente.
Mesmo que algumas dessas soluções sejam relativamente baratas, elas permanecem fora do alcance de muitas comunidades, disse Krishnan.
O mundo atualmente gasta US$ 190 bilhões anualmente para proteger 1,2 bilhão de pessoas de condições climáticas extremas, mas US$ 540 bilhões seriam necessários para fornecer esse nível de proteção para todos os 4,1 bilhões de pessoas que vivem em locais expostos a riscos climáticos, de acordo com o estudo.
"Cerca de 4 bilhões de pessoas vivem em lugares hoje que experimentam calor, incêndios florestais, seca e inundações", disse Krishnan. "Mas apenas cerca de 1 bilhão está protegido com uma dessas 20 medidas que examinamos nesta pesquisa."

Fonte: Folha de S. Paulo

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