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Resfriamento portátil: estudante alemão cria sistema sustentável

30/09/2025

Um estudante alemão desenvolveu o Aquilo, um sistema portátil de resfriamento sustentável que funciona com apenas 1,5 W de energia. A tecnologia se baseia no resfriamento evaporativo: utiliza um tecido umidificado e um ventilador de baixo consumo para refrescar o ar. Inspirado nas antigas torres eólicas egípcias e em mecanismos naturais de termorregulação, o dispositivo surge como alternativa acessível e eficiente para quem vive em regiões de calor extremo e com poucos recursos.
Diferente de aparelhos de ar-condicionado, que resfriam ambientes inteiros, o Aquilo oferece resfriamento localizado, direcionado para onde há necessidade imediata — ao lado da cama, sobre a mesa ou em áreas de convivência. Essa estratégia reduz o impacto ambiental e garante economia de energia, tornando-se especialmente útil em períodos de onda de calor, em áreas urbanas densas ou em assentamentos informais sem acesso a sistemas modernos.
Na parte superior do dispositivo, um ventilador axial de baixa voltagem — semelhante ao usado em computadores — suga o ar quente e o direciona para um tecido tridimensional embebido em água. Esse tecido é conectado a um reservatório que o mantém constantemente úmido, graças a um sistema de alças metálicas giratórias que mergulham e tensionam a superfície.
Ao atravessar o tecido molhado, o ar quente perde calor por evaporação e sai até 4°C mais frio, criando uma corrente refrescante. O consumo é mínimo, apenas 1,5 W, o que permite seu funcionamento com pequenos paineis solares, baterias portáteis ou sistemas off-grid. Além disso, como não gera calor residual, não contribui para o efeito de ilha de calor urbana. O design dobrável também facilita o transporte.
O desenvolvimento do Aquilo começou com testes empíricos em uma caixa aquecida a 30 °C. Diferentes tecidos, recipientes e fluxos de ar foram avaliados até chegar a uma malha tridimensional de alta retenção de água, fácil limpeza e substituição. Esse material mostrou-se mais resistente e adequado ao uso urbano do que recipientes de barro, que se degradam com o tempo.
Um dos grandes desafios foi criar um mecanismo que distribuísse água de forma uniforme sem gerar sujeira. A solução encontrada — o sistema de alças rotativas — garantiu praticidade e eficiência. Todas as decisões do projeto seguiram três princípios: simplicidade, usabilidade e sustentabilidade, priorizando materiais recicláveis, processos reaproveitáveis e compatibilidade com fabricação descentralizada.

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