
09/09/2025
A beleza da Baía de Guanabara, com outros cartões-postais cariocas — como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor — ao alcance da vista, encanta locais e visitantes, mas também movimenta a economia da cidade. Um estudo da Faculdade de Economia da UFRJ avalia em um bilhão de dólares por ano o valor gerado com o vaivém por esses pontos turísticos. As águas que banham essa paisagem deslumbrante são fonte de renda e lazer. É o que revela o documentário “Quanto vale o azul?”, que foi exibido em junho, na 3ª Conferência do Oceano da ONU, em Nice, na França, e ganhou sessão fechada na quarta-feira (03), no Rio. O filme traz imagens inéditas da costa carioca e revela biodiversidade surpreendente.
Dirigida pelo cineasta e biólogo marinho Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano, e patrocinada pela Oceanpact, a produção aponta que, com o processo de despoluição, que prevê alcançar 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, a Baía guarda um grande potencial de gerar ainda mais renda, com visitantes podendo explorar as praias e ter contato mais próximo com o mar.
O documentário acompanha trabalhos de revitalização da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, um tesouro natural nas cercanias da Baía de Guanabara, mas ainda pouco conhecido da população carioca. E, em momento particularmente emocionante, flagra o resgate de uma raia-prego de 70 quilos, capturada por um barco de pesca comercial.
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