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Como a roupa que você usa causa impacto no meio ambiente?

12/08/2025

A maioria de nós associa poluição a plásticos, fumaça de carros e chaminés de fábricas. Mas existe outro tipo que pode estar no seu armário: a roupa que você veste. A indústria da moda é uma das mais poluentes do mundo e o descarte inadequado das peças agrava ainda mais a crise ambiental.
Todos os anos, são produzidas bilhões de peças de roupas, muitas feitas com poliéster — um tipo de plástico derivado do petróleo. Esse tecido, além de ser altamente poluente na produção, leva mais de 400 anos para se decompor. Mesmo roupas de algodão, mais naturais, podem demorar até duas décadas para sumir do meio ambiente.
A lógica do consumo acelerado e da moda descartável (fast fashion) estimula a compra constante de roupas baratas, que logo perdem a validade no armário. Quando não são vendidas, as peças sobram em estoques e acabam sendo descartadas. Um exemplo dramático é o deserto do Atacama, no Chile, onde 39 mil toneladas de roupas são despejadas ilegalmente por ano — muitas delas novas, com etiqueta, enviadas por marcas conhecidas do Norte Global.
Esse tipo de descarte têxtil também acontece em outros países em desenvolvimento, como Gana, que recebe semanalmente milhões de peças vindas da Europa e da Ásia. Lá, apenas parte do material é reaproveitado; o restante vai para lixões abertos, contaminando o solo e os rios.
O problema é estrutural, mas também passa por escolhas individuais. Um zíper quebrado, por exemplo, não deveria ser motivo para descartar uma peça inteira. Especialistas recomendam resgatar a cultura de reparo e de reaproveitamento, priorizar roupas de qualidade e questionar a real necessidade de novas compras.
Ao estender a vida útil das roupas, adiar o descarte e cobrar ações mais sustentáveis da indústria, cada consumidor pode ajudar a reduzir o impacto ambiental do setor da moda — que responde hoje por até 8% das emissões globais de gases do efeito estufa e pelo consumo de bilhões de litros de água todos os anos.

Fonte: g1

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