
24/06/2025
Quatro araras-canindé (Ara ararauna) chegaram na sexta-feira da semana passada (6) ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, mais de 200 anos após a espécie ser extinta da cidade. A última observação das aves em vida livre no município data de 1818, ainda no período colonial.
Três fêmeas e um macho vindos do parque Três Pescadores, em Aparecida (SP), passam por um período de aclimatação em um viveiro construído especialmente para as aves na floresta da Tijuca. A estimativa é que a soltura definitiva ocorra em até seis meses.
A reintrodução das araras na capital fluminense é liderada pelo Refauna, projeto de restauração ecológica, com apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), gestor do parque da Tijuca.
"Existem alguns registros pontuais na cidade de aves que fogem de casas e outros ambientes sob cuidados humanos, mas não é uma população de araras em vida livre. Esses quatro animais vão ser os primeiros, desde o último registro confirmado, a viver livremente e com a ideia de formar uma população viável a longo prazo", diz Marcelo Rheingantz, diretor do Refauna e biólogo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
As araras-canindé transferidas para o parque da Tijuca foram resgatadas em operações de apreensão de posse ilegal de fauna. Elas passaram por uma bateria de exames e testes de doenças até serem consideradas aptas para a introdução na floresta.
Um macho da espécie apelidado Johnny, morador do parque de Aparecida, estava entre os animais cotados para viver no Rio de Janeiro, mas faleceu antes da transferência.
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