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Chimpanzés são vistos fazendo primeiros socorros, e pesquisadores descobrem plantas medicinais

15/05/2025

Pesquisadores observaram chimpanzés fazendo os primeiros socorros em si mesmos e uns nos outros limpando feridas e aplicando plantas com poder medicinal.
Cientistas da Universidade de Oxford, em parceria com uma equipe local na Floresta de Budongo, em Uganda, filmaram cenas em que esses animais recorrem a plantas para realizar “primeiros socorros”, tanto em si próprios quanto, ocasionalmente, em companheiros.
Segundo os pesquisadores, o comportamento sugere que o cuidado médico entre chimpanzés é bem mais comum do que se pensava e vai além do amparo a parentes próximos. Isso oferece pistas sobre a origem evolutiva da prática médica humana.
“Ao documentar como os chimpanzés identificam e utilizam plantas medicinais e prestam cuidados a outros indivíduos, obtemos insights sobre os fundamentos cognitivos e sociais dos comportamentos humanos voltados à saúde”, explicou a pesquisadora Elodie Freymann, da Universidade de Oxford.
Os cientistas estudaram duas comunidades de chimpanzés na Floresta de Budongo — Sonso e Waibira. Como todos os chimpanzés, esses grupos são vulneráveis a ferimentos causados por disputas, acidentes ou armadilhas armadas por humanos.
Ao longo de quatro meses de observação, os animais foram vistos lambendo feridas, fazendo contenção para estancar sangramentos e aplicando folhas mastigadas sobre os cortes.

“O tratamento de feridas em chimpanzés abrange várias técnicas: lambedura direta, que remove resíduos e, possivelmente, aplica compostos antimicrobianos presentes na saliva; lambedura dos dedos seguida de compressão; aplicação de folhas; e mastigação de materiais vegetais antes de aplicá-los diretamente”, explicou Freymann.

Todas as plantas usadas foram identificadas. Amostras coletadas revelaram que a maioria delas possui propriedades antibacterianas.
O comportamento indica que os chimpanzés reconhecem as propriedades terapêuticas dessas plantas, aplicando-as de forma deliberada. Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode orientar estudos farmacológicos e apoiar a busca por novos medicamentos.

Fonte: g1

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