
06/05/2025
Uma disputa no Congresso pela área do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, envolve a Igreja Católica e o governo federal e ameaça a preservação ambiental do Parque Nacional da Tijuca. A afirmação é do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), responsável pela unidade de conservação federal onde fica a estátua. O parque é o mais visitado do país e líder em arrecadação.
O órgão vê com preocupação a tramitação de três projetos de lei na Câmara e no Senado que alteram a propriedade da área do monumento. O assunto une o espectro político: as propostas foram apresentadas por políticos do PT, PL e PSD.
O Santuário Cristo Redentor, que realiza missas na capela sob a estátua e seria beneficiado com as medidas, diz não ter relação com os projetos de lei. Em nota, a entidade afirma que "os projetos refletem uma legítima preocupação de parlamentares com os desafios enfrentados na governança da área do Cristo".
Um dos projetos exclui a estátua dos limites do parque da Tijuca. Outra proposta passa a administração do entorno do monumento para a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, responsável pelos templos católicos. E uma terceira medida transfere a gestão de toda a unidade de conservação para a Prefeitura do Rio de Janeiro.
"Essas propostas significam um retrocesso ambiental e um prejuízo ao patrimônio público brasileiro", diz Mauro Pires, presidente do ICMBio.
"Defendemos a integridade do parque, porque ele tem um papel de conservação que não é exclusivamente ambiental, mas também é cultural, religioso e espiritual", afirma Pires.
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