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Leões-marinhos envenenados por algas atacam banhistas e sofrem convulsões na Califórnia

15/04/2025

De Santa Bárbara a San Diego, na Califórnia (EUA), eles têm chegado à costa aos montes, convulsionando e confusos.
Leões-marinhos e elefantes-marinhos, mobelhas-de-garganta-vermelha e pelicanos-marrons —nas últimas semanas, membros de cada uma dessas espécies e outras têm aparecido nas praias ao longo da costa do estado americano seriamente doentes ou mortos após sofrerem convulsões.
Alguns mamíferos marinhos doentes têm agido de forma agressiva, mordendo banhistas e surfistas. Muitos deles podem ser vistos esticando suas cabeças repetidamente, um comportamento que os biólogos chamam de "observação de estrelas".
O culpado: uma neurotoxina na água produzida por uma proliferação de algas.
Surto do veneno natural, chamado ácido domóico, tem sido comum nos últimos anos. Mas o surto deste ano se transformou em uma crise completa tanto para as aves costeiras quanto para os mamíferos marinhos —o que apavora as organizações de resgate que tentam salvar os animais doentes.
"É realmente difícil. É emocionalmente desgastante", disse Dave Bader, biólogo marinho do Marine Mammal Care Center, hospital de vida selvagem em Los Angeles que atendeu mais de 190 animais em perigo de 20 de fevereiro a 28 de março.
Sem antídoto conhecido, os centros de reabilitação se concentram em garantir que focas e leões-marinhos recebam a comida, líquidos e medicamentos anticonvulsivos necessários para a recuperação. Aproximadamente metade sobrevive, disse Bader. No caso de muitos golfinhos encalhados, o melhor que podem fazer é sacrificá-los de forma digna.
O que potencializou o surto deste ano ainda é um mistério. A origem pode estar, entre outras hipóteses, em problemas em fazendas, cinzas dos recentes incêndios florestais ou nas mudanças climáticas que estão alimentando o crescimento das algas que levam aos envenenamentos. Cientistas estão investigando.
"O oceano está nos dizendo algo. As coisas não estão certas", disse Bader. "Se não fizermos algo a respeito, então este é o futuro que vamos enfrentar."

Fonte: Folha de S. Paulo

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