
03/04/2025
A Natura, em parceria com a startup brasileira Bioverse e comunidades amazônidas ligadas à sua cadeia de sociobiodiversidade, conduziu o maior inventário florestal já feito no Brasil utilizando drones com inteligência artificial. O estudo mapeou e coletou em seis meses dados de 60 mil hectares de floresta no Pará, área que equivale a aproximadamente 100 mil campos de futebol. Pelos métodos convencionais, um inventário nessa área levaria mais de duas décadas.
O objetivo do estudo é ampliar as cadeias produtivas da Natura na Amazônia, onde a companhia atua há 25 anos por meio da bioeconomia, e coletar dados-chave para projetos de conservação e recuperação florestal, como mensuração de estoques de carbono, saudabilidade das espécies, além de potenciais produtivo e econômico da floresta conservada.
O trabalho é feito em parceria com cerca de 70 famílias das comunidades dos municípios de Abaetetuba e Irituia. Dessas, algumas pessoas são contratadas e recebem treinamentos para instalar e operar os equipamentos de sensoriamento remoto, assim como para o uso de softwares que fazem o cruzamento dos dados coletados sobre as espécies com as imagens capturadas pelos drones.
“A Natura tem como meta ser uma empresa regenerativa até 2050, com impactos positivos para as pessoas, a natureza e a sociedade. Projetos como esse promovem um impacto ambiental, mas também social, a partir do momento em que são capacitadas as comunidades locais com inovação e tecnologia para que possam fazer uso sustentável dos recursos da Amazônia e prosperarem em seus negócios”, afirma Rômulo Zamberlan, diretor de pesquisa avançada da Natura.
O inventário florestal impacta no desenvolvimento e na manutenção das cadeias produtivas em longo prazo, como de tucumã e açaí, que originam bioingredientes presentes em linhas como Natura Ekos. Isto porque a tecnologia permite um plano de manejo mais detalhado para cada espécie utilizada nos produtos, e garante à Natura a melhor forma de extrair insumos da biodiversidade na Amazônia, visando conservação ambiental e ganhos socioeconômicos para as cooperativas da região.
O projeto ocorre em um momento-chave para a região, que será a anfitriã da COP30, em novembro deste ano, em Belém. “Com todos os olhos voltados para a Amazônia, será muito importante mostrar que, com tecnologia, inovação e valorização do conhecimento tradicional, podemos aliar prosperidade econômica e conservação”, complementa Rômulo.
Desde 2000, com o lançamento da linha Natura Ekos, a companhia estabeleceu na região um modelo de negócio baseado na bioeconomia que já desenvolveu 44 bioingredientes, com meta de expansão para 49 nos próximos dois anos. O manejo dos bioativos é feito de maneira sustentável, em parceria com 44 comunidades amazônidas, que somam mais de 10 mil famílias agroextrativistas.
Junto da Natura, contribuem para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta – a meta é ampliar a área para 3 milhões até 2030. As ambições públicas da Natura incluem o compromisso de aumentar para 30% os ingredientes-chave provenientes de comunidades e pequenos agricultores, com ênfase na regeneração.
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