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Blocos propõem Gabinete de Crise Climática no Carnaval de SP

20/02/2025

Está chegando o carnaval, momento de festa e diversão, aguardado por uma grande parte das pessoas que vivem e visitam o Brasil. Mas, com os eventos climáticos extremos e o aumento das temperaturas, o que é motivo de alegria, está se transformando em preocupação.
Com 767 blocos, a cidade de São Paulo terá recorde no Carnaval de rua em 2025. Estão previstos mais de 800 desfiles entre os dias 22 e 23 de fevereiro e 8 e 9 de março. O recorde anterior era da última festa antes da pandemia de covid-19, em 2020, com 644 blocos. Depois disso, foram dois anos sem desfiles. Em 2023, foram 475 inscritos e, em 2024, 579.
“A gestão de cultura e eventos tem que se atualizar e o Prefeito de São Paulo deve garantir água livre e acessível para as pessoas que participam do carnaval. Água é um direito”, conclui Jonaya de Castro, gestora cultural e diretora do Instituto Lamparina.
Para garantir a segurança de quem for brincar o Carnaval na capital paulista, os blocos de Carnaval de São Paulo, em parceria com organizações voltadas para a questão climática, apresentaram uma carta que pressiona a prefeitura e a SPTuris a tomarem medidas adicionais de segurança e ações para minimizar possíveis problemas com os eventos climáticos extremos durante a folia deste ano.
A carta foi elaborada pelo movimento As Águas Vão Rolar, é dirigida também a várias secretarias municipais, incluindo a Secretaria Municipal da Saúde e a Defesa Civil. O documento sublinha a urgência de medidas preventivas e de redução de riscos em eventos culturais que reúnem grandes aglomerações, como o Carnaval.
“O Carnaval de Rua de São Paulo em 2024 já foi marcado por extremos climáticos que trouxeram desafios significativos tanto para os foliões quanto para o meio ambiente. Portanto, para esse ano é urgente que haja planejamento e ações preventivas, como campanhas de conscientização, maior infraestrutura para gestão climática e de resíduos, além de uma valorização efetiva de quem trabalha pelo equilíbrio ambiental e pela segurança dos foliões. A festa pode e deve ser sustentável”, observa Marcos Campos, fundador do Bloco Eco Campos Pholia.
Na carta, As Águas Vão Rolar ressalta que a intensidade e a frequência de eventos climáticos extremos no Brasil estão em ascensão devido às mudanças climáticas. Previsões do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e da agência norte-americana NOAA (sigla em inglês para Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) indicam chuvas abaixo da média, mas com a possibilidade de eventos extremos, além de temperaturas superiores à média para o verão de 2025.
O movimento afirma também que a situação climática atual, com previsões de um verão com temperaturas que podem ultrapassar os 39°C, reforça a necessidade de ações efetivas para proteger a vida e a saúde das milhares de pessoas que vão participar ou trabalhar no evento.
“Estamos solicitando à prefeitura soluções que já existem, mas que precisam ser incorporadas ao Carnaval da cidade, especialmente em um contexto meteorológico cada vez mais desafiador”, explica Alessa Camarinha, vocalista e produtora do bloco Ritaleena.

Confira as principais recomendações da carta clicando no CicloVivo

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