
11/02/2025
Cientistas divulgaram nesta semana uma pesquisa que traça um cenário preocupante para o futuro do planeta e, mais especificamente, para a região polar do Ártico, um dos ecossistemas mais sensíveis às mudanças climáticas. Segundo o estudo, é possível que até 2100 essa paisagem gelada fique irreconhecível.
A previsão consta em estudo recém-publicado na revista científica "Science". No artigo, os pesquisadores concluem que, mesmo se todos os países cumprirem suas promessas já divulgadas para redução de emissões de gases de efeito estufa, a temperatura global poderá subir 2,7°C até o fim do século.
E isso aceleraria transformações drásticas no Ártico, uma das regiões que mais sofre com o aquecimento do planeta, causando não só o derretimento do gelo e danos à infraestrutura, mas também o colapso de ecossistemas e impactos graves nas comunidades locais.
"O aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso", alerta ao g1 Julienne Stroeve, autora do estudo e cientista de pesquisa sênior no Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA (NSIDC), na sigla em inglês.
Se o aumento de temperatura atingir esse nível alarmante de 2,7°C, praticamente todos os dias do ano no Ártico terão temperaturas mais altas do que as extremas observadas antes da industrialização para a região, ainda segundo o estudo.
Isso poderá impactar o Oceano Ártico como um todo, por exemplo, que poderá perder completamente sua camada de gelo, algo que NUNCA aconteceu na história. Durante o verão, ele também poderá ficar sem gelo por vários meses, o que não ocorre desde o último interglacial, um intervalo geológico há cerca de 130 mil anos.
Além disso, a Groenlândia poderá vivenciar um aumento tão intenso nas suas temperaturas que a área do gelo que derrete será até quatro vezes maior do que antes da industrialização. E esse derretimento poderá acelerar o aumento do nível do mar, com grandes volumes de água fluindo para os oceanos e impactando cidades costeiras.
A matéria na íntegra pode ser lida no g1
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