
06/02/2025
Uma araucária centenária que foi "isolada" no meio da Avenida Tocantins, em Pato Branco, no sudoeste do Paraná, secou e morreu 11 anos após a região ser asfaltada. Por isso, a planta precisou ser removida da via nesta terça-feira (4), comunicou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
De acordo com o secretário da pasta, Vicente Lúcio Michaliszyn, a morte da araucária foi causada justamente pela obra de asfaltamento no entorno da planta.
“Com a impermeabilização do solo, devido ao asfalto, e o rebaixamento do lençol freático para alocação da via, as raízes não conseguem absorver a quantidade necessária de água que necessita, fazendo com que a árvore seque”, afirmou o secretário.
Além do asfalto, em 2015 um ato de vandalismo obrigou a administração municipal a cercar a árvore. Na época, o g1 mostrou que ela sofreu um corte de aproximadamente cinco centímetros de profundidade e que precisou ser tratado para evitar que a araucária morresse.
Em nota, a secretaria informou que tem licença ambiental conforme as normativas do Instituto Água e Terra (IAT) para retirar esta e outra araucária, nas mesmas condições, que também morreu devido ao sufocamento causado pelo asfalto às raízes delas.
A retirada de ambas araucárias, ainda conforme a pasta, foi necessária para "garantir a segurança da população. [...] as árvores secas representam risco para pedestres, veículos e construções no entorno".
A árvore centenária era considerada cartão-postal de Pato Branco. No local onde ela estava, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, será construído um memorial. "Além de representar a saga dos pioneiros na região é uma espécie ameaçada de extinção", frisou a pasta.
Além disso, a secretaria afirma que fará em breve uma ação de educação ambiental com plantio de mudas de araucária em locais da cidade que constam como parte do Plano Municipal de Arborização Urbana.
Também conhecida como pinheiro-do-paraná, a planta é nativa da região Sul do Brasil. A exploração indiscriminada fez com que, desde a segunda metade do século XX, a araucária esteja em risco crítico de extinção, conforme a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. O tempo médio de vida dela é de 300 a 400 anos, segundo especialistas.
Fonte: g1
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