
16/01/2025
Restos de fruta, cascas de ovo e borras de café. Em vez da lata de lixo comum, alguns restaurantes do Rio estão dando um novo destino a esse material, contratando a coleta de resíduos orgânicos, que coleta o material e os leva para usinas de compostagem.
As sete unidades do Gurumê — que serve comida japonesa — na cidade, a rede Aipo&Aipim, o Venga, o Ocyá, a rede Delírio Tropical e o Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, fazem parte dos estabelecimentos que contratam esse serviço. Shopping centers, como o Rio Sul e o Barra Shopping, também fazem parte da lista.
Como bares e restaurantes não podem fazer uso da coleta comum de lixo, precisam contratar serviços particulares, que, no geral, descartam o lixo em aterros. A opção é contratação de empresas especializadas em resíduos orgânicos, o que, no entanto, gera custos extras.
— À medida que o número de estabelecimentos que optam pela compostagem cresce, este serviço tende a ficar mais barato — observa Nicholas Chamma, um dos fundadores da companhia Casca, que oferece esse tipo de coleta.
Além do custo, entre os desafios está ainda a falta de espaço para armazenamento desses materiais nos estabelecimentos. Mas o Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio (SindRio) afirma estar se mobilizando para ampliar o número de adeptos a esse tipo de coleta.
— Queremos dar visibilidade aos bons exemplos para estimular soluções que sejam boas para o meio ambiente e não impacte no caixa dos restaurantes e bares — afirma Sérgio Abon, diretor-executivo do SindRio.
A matéria na íntegra pode ser lida no Extra
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