
21/11/2024
O movimento indígena no Brasil, liderado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), realizou um protesto simbólico para chamar a atenção de líderes globais que se reúnem no Rio de Janeiro para a Cúpula do G20, que reúne representantes das nações mais ricas – e poluentes – do mundo.
A imagem de líderes da China, Estados Unidos, Índia, União Europeia, Rússia e Japão foram colocadas na água, em frente ao Pão de Açúcar, para denunciar a urgência de ações concretas para frear a crise climática, que é também uma crise política e social.
A manifestação pacífica, mas contundente, questiona os valores praticados por líderes de diversos países e marca o lançamento da mobilização indígena rumo à 30ª Conferência do Clima (COP-30), que acontecerá no Brasil em2025.
A campanha “A Resposta Somos Nós” exige um compromisso verdadeiro com o futuro do planeta, destacando a necessidade de ação imediata e a centralidade dos povos indígenas no combate à crise ambiental.
“Com o colapso iminente das condições de vida no mundo, ações fortes e efetivas precisam ser tomadas. Não haverá preservação da vida em um planeta em chamas”, afirma a declaração do movimento indígena brasileiro.
Entre as exigências, está o reconhecimento da demarcação de terras indígenas como política climática e solução efetiva contra a crise climática e reivindica um papel ativo nas decisões globais que afetam o futuro do planeta.
Os povos indígenas brasileiros, reivindicam também:
* A co-presidência da COP-30 no Brasil.
* O fim da era dos combustíveis fósseis e uma transição energética justa.
* O financiamento climático direto para os povos que vivem em harmonia com a Natureza e os mais atingidos pela crise climática.
* Planos climáticos ambiciosos, especialmente dos países que mais contribuem para as emissões de gases de efeito estufa.
* A proteção integral e integrada de todos os biomas: da Amazônia, das florestas, oceanos e solos, os principais sumidouros naturais de carbono do planeta;
* A demarcação de terras indígenas reconhecida como uma política climática fundamental e vinculada como meta de mitigação na revisão das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil.
“Nós nunca abdicamos de defender a vida e não vamos nos perder em discussões vazias e compromissos estéreis. Enquanto os governos continuam querendo mediar metas insuficientes e financiamentos vazios, queremos anunciar que, a partir de agora, nós vamos assumir a liderança para uma mobilização global pela vida no planeta”.
Termine de ler esta matéria clicando no CicloVivo
Projeto de soltura de tartarugas na amazônia bate recorde, mas tráfico ameaça conservação
12/03/2026
´Pé de arara-azul´: fotógrafo flagra cena rara no Pantanal de MS
12/03/2026
IA ajuda a “escutar” a degradação no semiárido
12/03/2026
Mais da metade das capitais não tem plano de adaptação climática
12/03/2026
O paradoxo da reciclagem no Brasil: por que os trabalhadores que mais contribuem são os que mais sofrem?
12/03/2026
Após pressão de fazendeiros, Alemanha libera caça a lobos
12/03/2026
